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      Macau indisponível para reduzir tempo das quarentenas

      Não há volta a dar. As quarentenas de 21 dias são para continuar em Macau. Mesmo sabendo que, na grande maioria dos casos, o período de incubação da variante Ómicron é de três a cinco dias. A região vizinha de Hong Kong anunciou que diminuirá as quarentenas para quem chega de fora a partir de 5 de Fevereiro, mas na RAEM as autoridades sanitárias não querem saber de reduções.

       

      No dia em que Hong Kong anunciou que reduzirá os dias de quarentena de quem chega de 162 destinos de 21 para 14, com efectividade a partir de 5 de Fevereiro, as autoridades de Macau continuam como os “irredutíveis gauleses”. “Quando estivermos disponíveis para diminuir ou retirar os prazos de quarentena, faremos imediatamente, mas ainda não estamos disponíveis”, explicou, ontem, a chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis, Leong Iek Hou, na habitual conferência de imprensa semanal do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus.

      A mesma responsável concorda que o período de incubação da variante Ómicron é mais curto, mas descarta quaisquer mudanças no status quo. “Mesmo que, no caso da variante Ómicron, o tempo de incubação do coronavírus seja de três a cinco dias, há ainda casos que vão para além dos dez dias. E depois, não nos podemos esquecer que a variante Delta ainda existe e nós não conseguimos distinguir à chegada quem é importador da variante Ómicron ou outra variante qualquer”, acrescentou.

      O Governo da região vizinha de Hong Kong, através da sua Chefe do Executivo, anunciou ontem que o território reduzirá a sua exigência de quarentena de 21 dias para os viajantes que chegam, dado o período de incubação muito mais curto da variante Ómicron.

      Actualmente, os residentes de Hong Kong que regressam de 162 países ou locais considerados de alto risco estão sujeitos a 21 dias de quarentena em hotéis designados. Os residentes não vacinados que regressam de países de risco médio também estão sujeitos ao mesmo. Isso será alterado, depois das festividades de Ano Novo Lunar, a partir do dia 5 de Fevereiro.

       

      Trabalhadores do aeroporto em circuito fechado

       

      A medida foi anunciada pelo Aeroporto Internacional de Macau e ratificada pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus. A partir da meia-noite de amanhã, 29 de Janeiro, o Aeroporto Internacional de Macau vai aplicar um sistema centralizado de circuito fechado do tipo “14+7+7” para o pessoal responsável que trabalha directamente com voos internacionais e de alto risco.

      O pessoal de alto risco terá que trabalhar num turno de 14 dias, durante o qual residirá no local preparado para o efeito dentro do hangar de manutenção.

      A residência em circuito fechado terá a capacidade para 26 pessoas ao mesmo tempo, com área de vestiário de equipamentos de proteção individual, quartos, sala, copa, casa-de-banho, lavandaria, além de Wi-Fi, telefone fixo, instalações de fitness, entre outras comodidades.

      Instada a comentar a medida, Leong Iek Hou afirmou que concorda com a medida e bate palmas aos trabalhadores, “residentes e não residentes” que se vão “sacrificar pela comunidade”. “É uma medida acertada. Os trabalhadores estão a sacrificar-se pela comunidade, mas nem todos os meses repetem o circuito fechado”, explicou.

      A médica lembrou ainda que a decisão do Aeroporto Internacional de Macau não é inédita, uma vez que os próprios Serviços de Saúde a implementam no Alto de Coloane. “No nosso Centro Clínico de Saúde Pública no Alto de Coloane, os trabalhadores também se sujeitam às mesmas condições de circuito fechado e não vão para casa. Tudo em prol da comunidade.”

      Leong Iek Hou apelou, mais uma vez, à vacinação da população, relembrando que “as fronteiras só abrem quando houver uma imunidade de grupo em Macau. “Mesmo que haja infecções, não ocorrem muito casos graves e mortes”, destacou.

      A responsável dos Serviços de Saúde ainda fez um balanço da aplicação móvel do Código de Saúde e o Código Local. “Existe claramente uma tendência de crescimento nos descarregamentos da aplicação móvel. Até ao momento, 579 mil descarregamentos foram efectuados. Foram emitidas 1,74 milhões de declarações, sendo 1,36 milhões através na nova aplicação. Os residentes de Macau estão a aceitar o código local e, nesta segunda-feira, 770 mil registos de local foram realizados”, referiu a médica.

      Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 1.035.345 doses de vacinas contra a Covid-19. 507.142 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 31.885 indivíduos e 404.876 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses. 70.381 pessoas já foram vacinadas com a terceira dose. A percentagem da população vacinada com, pelo menos, uma dose da vacina, é de 74,24%. Nas últimas 24h, ocorreram sete notificações de eventos adversos (sete eventos adversos ligeiros e nenhum grave, tendo sido cinco casos relacionados com a vacina inactivada da chinesa Sinopharm e dois casos da vacina mRNA da germânica BioNTech). Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 4.172 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (4.160) considerados adversos ligeiros e apenas 12 graves.

       

       

      PONTO FINAL