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      SAFP garantem que cursos e acções de formação estão disponíveis para falantes de chinês e português

      André Vinagre

      Depois de José Pereira Coutinho se ter queixado de que há trabalhadores da função pública vedados a cursos de formação por não dominarem a língua chinesa, os Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) garantiram ao PONTO FINAL que estas acções são, geralmente, disponibilizadas em chinês e também português. No entanto, caso não seja possível ministrar os referidos cursos em português, os SAFP dizem que disponibilizam serviço de interpretação “conforme as necessidades dos participantes”.

       

      José Pereira Coutinho tinha, na passada terça-feira, denunciado que havia desigualdades no acesso a cursos e acções de formação para funcionários públicos que não dominam a língua portuguesa. O presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) referia-se nomeadamente ao curso de formação para transição do índice da carreira 195 para o índice 260, que, segundo Coutinho, não estará disponível em versão portuguesa. Isto, contou o deputado, originou várias queixas de funcionários públicos que terão ficado vedados ao curso.

      Na sequência da denúncia, o PONTO FINAL tentou esclarecer a situação com os Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), que responderam ontem à solicitação. A resposta das autoridades começa por indicar que, “regra geral”, os ofícios enviados pelos SAFP aos trabalhadores da função pública “são em versão bilingue, nomeadamente, em chinês e português”.

      Quando se trata de ofícios destinados a um determinado grupo de trabalhadores, estes ofícios são elaborados numa só língua, “conforme as necessidades dos destinatários”. Ainda assim, nesse caso, “sempre que requerido pelo receptor”, os SAFP fornecem a versão solicitada.

      O mesmo acontece com os cursos e acções de formação gerais realizados pelo Centro de Formação para os Trabalhadores dos Serviços Públicos, que “são disponibilizados em chinês e português para a transmissão de conhecimentos e a inscrição dos trabalhadores”.

      Quanto às acções de formação ou palestras temáticas “em que, devido ao número de participantes, formadores ou à limitação dos produtos de formação disponíveis no mercado, não seja possível serem ministrados em português”, os SAFP asseguram a disponibilização de um “serviço de interpretação conforme as necessidades dos participantes”.

      José Pereira Coutinho tinha indicado que a exclusão de funcionários públicos que não dominam a língua chinesa de informações importantes ou acções de formação é frequente na administração pública. “As reuniões são feitas em chinês, não há tradutores suficientes, muitos expedientes só vêm na língua chinesa. Muitos dos que são de língua materna portuguesa são postos de lado e preteridos nas promoções porque não dominam a língua chinesa. Isto é um assunto muito recorrente”, referiu na altura o deputado ao PONTO FINAL.

       

      PONTO FINAL