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      Wang Yixin, Tony Shyu, Francisco José Viegas e Stacey Kent juntam-se à lista de convidados do X Festival Literário de Macau

      Quase seis dezenas de autores convidados; onze sessões para apresentação de livros e debate dos mais diversos temas; quatro performances com um total de onze representações, uma das quais um concerto; e duas exposições de fotografia. São estes os números da X edição do Festival Literário de Macau – Rota das Letras. O evento decorre de 3 a 5 de Dezembro e tem como base a Casa Garden, sede da Fundação Oriente.

      A escritora chinesa Wang Yixin, autora do conto de Macau Para o Farol; o realizador norte-americano Tony Shyu, recentemente premiado pelo argumento de Macau Omen; o romancista português Francisco José Viegas, participante numa sessão sobre literatura e fotografia; e a cantora norte-americana Stacey Kent, intérprete do tema Tango em Macau, cuja letra tem a assinatura do escritor britânico Kazuo Ishiguro, Prémio Nobel da Literatura em 2017 – são os últimos nomes que se juntam à edição número 10 do Festival Rota das Letras. Devido à pandemia, estes quatro autores participarão no evento remotamente, via online.

      Embora oficialmente tenha início dia 3 de Dezembro, sexta-feira, o Rota das Letras contará com dois pré-eventos na véspera, dia 2, quinta-feira. Serão as primeiras representações de dois espectáculos: um, a ter lugar na Residência do Cônsul-Geral de Portugal na RAEM, intitulado Por Confirmar e baseado na escrita de Olga Tokarczuk, Prémio Nobel da Literatura em 2018; o outro, no edifício Art Garden, sede da associação Art For All, com o extenso título de Não Querer Saber de Nunca Saber por Onde Ir. As performances são criações do grupo Cai Fora e do duo Isaac Pereira/François Girouard, respectivamente.

      O programa de sexta-feira abre com uma sessão reservada a estudantes sobre os 200 anos da primeira tradução da Bíblia para Chinês e do Cemitério Protestante de Macau. A cerimónia de abertura do evento será às 17 horas; segue-se a inauguração das exposições de fotografia Uma Estranha Familiaridade, promovida pela revista Macau Closer, e Visto com os Pés, Escrito com os Olhos, da autoria de Carlos Morais José e Rosa Coutinho Cabral.

      Uma sessão de homenagem à escritora macaense Deolinda da Conceição, no centenário do seu nascimento, e uma outra assinalando também o centésimo aniversário do nascimento do poeta luso-checo Jorge Listopad, encerram o programa de sexta-feira. António Conceição Júnior, filho de Deolinda da Conceição, marcará presença na primeira sessão, a partir de Portugal; Joaquim Ramos, director do Instituto Português do Oriente, estará em Praga, capital da República Checa, a participar na homenagem a Listopad.

      No sábado, os 200 anos da tradução da Bíblia e do Cemitério Protestante são então objecto de uma sessão aberta ao público em geral. Stephen Morgan, Andrew Leong e Tereza Sena serão os oradores; logo a seguir, uma visita guiada ao cemitério será conduzida por André Lui, João Guedes e Paul B. Spooner, para assim se contarem em chinês, português e inglês as muitas histórias que aquele espaço encerra.

      Depois da cantora Stacey Kent dar a conhecer o seu novo tema, Tango em Macau, numa entrevista realizada a partir dos Estados Unidos, onde se encontra em digressão, será a vez do Instituto Internacional de Macau dar público conhecimento das suas mais recentes actividades editoriais. Macau vista por Dentro, de J.J. Monteiro, e The Macanese Encontros: Remembrance In Diaspora ‘Homecomings, de Mariana Pinto Leitão Pereira, serão as obras apresentadas. Jorge Rangel, presidente do Instituto, fará as honras da casa à distância, a partir de Lisboa.

      Também através da internet vai chegar a Macau, e ao Festival Literário, a participação do escritor angolano José Eduardo Agualusa. Tema para a conversa com o autor já nomeado para os Prémios Man Booker: o lançamento em chinês e inglês do seu livro de crónicas O Paraíso e Outros Infernos.

      Depois disso e até ao final do segundo dia do programa, a poesia toma conta do Festival Rota das Letras. Vão ser lançados os livros de poemas Erosão (edição bilingue, em português e chinês), de Gisela Casimiro; O Tempo e o Vento, de Fernando Sales Lopes; e Desenhando a Minha Cidade, de Yao Zhi. Segue-se uma récita de poesia sob a orientação da associação Outersky Poets de Macau.

      Fora do espaço da Casa Garden terão lugar as outras performances do festival. Na Galeria da Livraria Portuguesa, o tema é Deolinda da Conceição e a Discriminação Feminina. O grupo Artistry of Wind Box fará a leitura encenada dos três contos da obra da escritora macaense, A Cabaia. No Art Garden, um concerto juntará em palco a banda Worktone e o vocalista macaense Gabriel, que cantará em Patuá, e ainda a cantora portuguesa Maria Monte, que vai interpretar canções compostas pelo músico de Macau João Caetano.

      No domingo, terceiro e último dia do festival, o programa abre de manhã com um workshop sobre o poder regenerador da literatura infantil, e à tarde com a apresentação das mais recentes novidades editoriais. Em chinês, Amor Incondicional, de Leung Sok Kei; Eu Desenho a Minha Vida, de Un Kei; Para Além da Memória, de André Lui; e Nove Histórias, de Wang Yixin. Em inglês, Macau Omen, de Tony Shyu. E em português, Contos de Macau, de João Morgado; Sem Rei nem Roque, de João Palma e Rodrigo de Matos; e Nada te Morre (edição bilingue, português/chinês), de Maria Paula Monteiro.

      A cumplicidade tantas vezes existente entre a literatura e a fotografia, entre a narrativa e a imagem, é o tema de encerramento do Rota das Letras deste ano. Pelo palco da Casa Garden vão passar os fotógrafos Rusty Fox, Chan Hin Io, Leo Fan, Nuno Veloso, Sara Augusto e João Palla (que apresentará o seu último livro, Retratos de Luso-Asiáticos do Sri Lanka). A sessão é uma iniciativa da Halftone, a mais recente associação de fotografia de Macau, e nela vão também participar, a partir de Lisboa, os fotógrafos João Miguel Barros e António Júlio Duarte, e o escritor Francisco José Viegas.

      Como tem acontecido ao longo da sua história, o Festival Literário Rota das Letras conta com o apoio da Fundação Macau e do Instituto Cultural da RAEM, do IPOR e da Fundação oriente, e ainda de um grande número de outras instituições públicas e privadas do território. O orçamento do evento deste ano, maioritariamente financiado por entidades privadas, ronda o meio milhão de patacas.

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      Redacção do Ponto Final Macau