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      Início Sociedade Um frigorífico comunitário que quer fazer frente ao desperdício alimentar  

      Um frigorífico comunitário que quer fazer frente ao desperdício alimentar  

      Joana Chantre

      Gilberto Camacho, do grupo Macau ECOnscious, lançou a iniciativa “Frigorífico Comunitário”, um projecto de cariz ecológico e humanitário e que tem como objectivo gerir melhor o problema do desperdício alimentar, recolhendo os alimentos que ainda estejam em boas condições, tanto de empresas como de indivíduos, fazendo-os chegar aos que mais necessitam.

       

      Um frigorífico comunitário é o mais recente projecto de Gilberto Camacho, do grupo ambientalista Macau ECOnscience. Camacho explicou ao PONTO FINAL que o grupo quer despertar a consciência ambiental em Macau para os níveis da Europa e este projecto do frigorífico comunitário faz parte desse processo. O frigorífico comunitário – ideia inédita em Macau – está no centro Pastoral Católico, na Rua de Francisco António.

      “Isto é um projecto que já existe na Europa, acho até que começou na Alemanha, já sendo até implementado um bocado por todo o mundo, como no Japão, Estados Unidos, Austrália, por exemplo”, indicou. “Foi uma transição natural porque eu antes já doava comida, quando ia jantar fora com amigos ou com familiares e sobrava comida. Ou então, quando os meus amigos que têm padarias ou restaurantes me ligavam a dizer que tinha sobrado pão ou croissants, ia lá buscar e entregava aos filipinos que eu conhecia, que depois distribuíam a comida entre a comunidade que necessitava”, explicou.

      Gilberto Camacho assinalou que como o clima em Macau é muito húmido e quente durante a maior parte do ano, não sendo fácil lidar com os restos alimentares. Por isso, o activista tentou encontrar resposta para o problema. “Enquanto pesquisava, acabei por descobrir este tipo de serviço comunitário”, recordou, acrescentando que “o desafio foi depois encontrar um espaço disponível e, claro, um frigorifico em segunda mão”.

      O frigorífico esta disponível todos os dias excepto às sextas-feiras. Para doar alimentos não é necessário fazer marcação, basta entrar no centro, entregar os alimentos e deixar o nome e número de contacto.

      Relativamente ao futuro deste projecto, o activista assinala que pretende continuar a reduzir os custos ao mínimo: “Agora é ver se encontro um outro espaço, tendo sempre em conta os ajustes que vou fazendo neste primeiro projecto-piloto que já esta a andar há um mês. É basicamente ir falando e estabelecendo ligações com responsáveis de espaços pela cidade”.

      Gilberto Camacho assegura que já tem outros possíveis espaços em mente para colocar outros frigoríficos, porém para já, a ideia fica em pausa: “Porque não tenho nenhuma doação – este frigorífico eu comprei por 800 patacas, pois era do recém-encerrado Blissful Carrott”, assinalou. Camacho notou que, para já, “as coisas estão a ir bem”. Mas “se os casinos e os hotéis também se esforçarem e quiserem participar, doando a comida que não conseguem utilizar, será excelente”. “A logística também já está planeada, mas a teoria é sempre mais fácil do que a prática”, concluiu.

       

      PONTO FINAL