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      Início Grande China China envia recorde de 52 aviões de combate para Taiwan

      China envia recorde de 52 aviões de combate para Taiwan

      A China enviou ontem 52 aviões de combate em direcção a Taiwan, na maior demonstração de força já registada, prosseguindo três dias de contínuo assédio militar à ilha autogovernada.

      A incursão aérea envolveu 34 caças de combate J-16 e 12 bombardeiros H-6, entre outras aeronaves, de acordo com o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan. A Força Aérea taiwanesa destacou jatos e monitorizou os movimentos dos aviões de combate chineses através do seu sistema de defesa aérea.

      A China reclama como seu território a democraticamente governada ilha de Taiwan, afirmando que recuperará o controlo da mesma pela força, se necessário for, recusando-se a reconhecer o Governo da ilha e tentando incessantemente isolar a administração independente da líder Tsai Ing-wen.

      Especialistas têm classificado os voos de aviões de combate e outras manobras militares de Pequim como “área de guerra cinzenta” ou qualquer tipo de ação militar que não seja o combate directo, e muitos dizem não acreditar que a demonstração de força e a retórica agressiva, muita da qual repetitiva, conduza à guerra.

      Taiwan e a China separaram-se durante uma guerra civil em 1949, e Pequim opõe-se ao reconhecimento internacional de Taiwan como Estado independente e à participação da ilha como Estado membro em organizações internacionais. Taiwan anunciou a 23 de Setembro que se candidatou a aderir ao acordo de comércio livre da Parceria Transpacífica (TPP), uma semana após a China ter apresentado a sua própria candidatura para adesão ao acordo comercial.

      A 1 de Outubro, o Dia Nacional da China, o Exército de Libertação Popular enviou 38 aviões de combate para aquela zona e, no dia 2, mais 39, número que era, até agora, o máximo já enviado num só dia, desde que Taiwan começou a divulgar dados sobre o número de aviões militares, em Setembro de 2020. No dia 3, a China enviou mais 16 aviões de combate. As mais recentes manobras da Força Aérea chinesa elevam o total para 814 sobrevoos de aviões de combate.

      O número de incursões na zona de defesa aérea de Taiwan levou a uma declaração do porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Ned Price, no fim de semana, a advertir a China de que a sua actividade militar perto de Taiwan é um erro de cálculo e está a minar a paz e a estabilidade regionais. “Instamos Pequim a cessar a sua pressão e coerção militar, diplomática e económica sobre Taiwan”, lia-se na declaração.

      Os últimos voos ocorreram em grupos separados, com incursões diárias e noturnas. Os voos noturnos são dignos de nota, segundo os analistas, porque são mais difíceis, devido à visibilidade reduzida. “Eles têm o tipo de confiança necessária para operar durante a noite”, observou Chen-Yi Tu, investigador do Instituto de Investigação de Defesa Nacional e Segurança, em Taiwan.

      Hu Xijin, editor do Global Times, um jornal sob o Jornal Oficial do Povo, escreveu no Twitter: “Estes aviões que aparecem no Estreito de Taiwan são uma nova cerimónia do povo chinês para celebrar as festas. Se as autoridades de Taiwan continuarem as suas provocações, haverá mais aviões no Dia Nacional do próximo ano”. O número de aviões militares chineses a voar para a ADIZ de Taiwan aumentou nos últimos meses, de acordo com as autoridades da ilha.

      Os Estados Unidos instaram a China a pôr um fim à “actividade militar provocadora” perto de Taiwan, disse o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Ned Price. “Os EUA estão muito preocupados com a atividade militar provocadora da República Popular da China perto de Taiwan, que é desestabilizadora, que pode incorrer em erros de cálculo e minar a paz e estabilidade regional”, disse Price, em comunicado citado pela agência EFE. “Instamos Pequim a cessar a sua pressão militar, diplomática e económica e coerção contra Taiwan”, acrescentou.

      ViaLusa
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau