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      Estrangeiros vindos de Hong Kong podem entrar em Macau a partir de 20 de Setembro

      Mas a nova medida não será assim tão fácil de colocar em prática. Os Serviços de Saúde referiram que apenas não-residentes que estão há algum tempo na região vizinha estão legíveis para se candidatarem, a um processo burocrático que passa pela explicação da intenção, pela análise da intenção e ainda por uma quarentena de 14 dias, após serem considerados aptos a entrarem no território.

      Os Serviços de Saúde de Macau anunciaram ontem que vão permitir a não-residentes de Macau que tenham estado em Hong Kong pelo menos por 21 dias a considerarem a entrada na RAEM a partir do dia 20 de Setembro. Recorde-se que os estrangeiros estão proibidos de entrar no território desde Março do ano passado, com excepção de algumas isenções especiais.

      Ainda assim, o processo não se apresenta fácil. Os interessados têm que solicitar autorização aos Serviços de Saúde para ingressar no território, devendo para isso preencher um formulário que as autoridades sanitárias colocarão à disposição, online, a partir do dia 15 de Setembro. “Apenas permitiremos a entrada a não-residentes que precisem de tratar de assuntos urgentes. Todos têm de requerer e aguardar a análise da nossa parte. E depois, se for concedida permissão, todos terão de se sujeitar a 14 dias de observação médica. Prevemos que não haverá grande procura para isto”, deixou escapar Leong Iek Hou, coordenadora do Núcleo de Prevenção e Vigilância da Doença, responsável pelo anúncio.

      Ao mesmo tempo, todos os candidatos terão que apresentar um certificado de teste de ácido nucleico Covid-19 negativo.

      A nova medida terá várias restrições e peculiaridades. Estão apenas consagradas pessoas que tenham obtido uma autorização de residência emitida por uma autoridade competente em Macau; os que tenham obtido a autorização de residência na qualidade de trabalhador não local ou o certificado de entrada para efeitos de trabalho emitido pela autoridade competente de Macau e os seus familiares acompanhantes que tenham obtido a autorização especial de residência; cônjuges ou parentes próximos de residentes de Macau; pessoas que vêm a Macau para participar em importantes actividades empresariais, académicas ou profissionais; e alunos admitidos em instituições de ensino superior de Macau.

      As autoridades fizeram notar que os pedidos de isenção para cônjuges ou parentes de residentes de Macau devem ser apresentados pelos residentes de Macau, ao passo que aqueles que venham a Macau para participar em actividades comerciais, académicas ou profissionais importantes devem apresentar o pedido através das respectivas instituições ou empresas do território.

      Sem qualquer tipo de reciprocidade, a iniciativa de Hong Kong fica para já sem qualquer resposta semelhante por parte da região vizinha de Macau. Recorde-se que Hong Kong anunciou esta semana que estão livres de quarentena as pessoas que cheguem vindas de Macau e da China continental, num total de 2000 pessoas por dia. “Precisamos cumprir as medidas de prevenção para garantir a circulação entre Macau e o interior da China. São duas regiões de baixo risco. Por isso, aguardamos novidades sobre uma possível circulação maior entre a China continental, Macau e Hong Kong”, voltou a dizer a coordenadora do Núcleo de Prevenção e Vigilância da Doença quando questionada sobre se há novidades para uma circulação mais desafogada com a região vizinha de Hong Kong.

       

      Mais uma alta e a dúvida da terceira dose

      A mãe da família de quatro pessoas teve alta hospitalar ontem, depois de ter apresentado dois testes negativos a 6 e 8 de Setembro. Os Serviços de Saúde revelaram que a paciente apresentou apenas o sintoma de perda de olfacto, pelo que o seu estado nunca inspirou cuidados. Agora, terá de permanecer no centro clínico de saúde pública do alto de Coloane, por um período de 28 dias, para observação médica.

      A filha do casal, que se julga ter sido o foco de transmissão do coronavírus, foi a primeira a ter alta hospitalar. No início desta semana foi anunciado que o filho também recebeu alta, pelo que fica a faltar o pai, que é, neste momento, o único caso activo de Covid-19 no território.

      O médico Tai Wa Hou, responsável pelo plano de vacinação do território, acrescentou que agora, “a mãe já pode estar com os seus filhos”, nesta fase de observação. “Há ainda familiares que podem dar apoio aos dois menores no caso destes voltarem para casa, e inclusive para a escola, se os pais terão de ficar mais tempo em observação em Coloane”, notou.

      Tai Wa Hou também abordou a questão da terceira dose da vacina. O tema tem vindo a ser falado com alguma insistência no mundo nos últimos tempos. O médico resguarda-se e revela uma posição, como sempre, defensiva. “Ainda não há novidades nesse sentido. Não há qualquer autorização, inclusive vinda dos Estados Unidos da América em relação à vacina mRNA, para terceiras doses. Estamos a estudar e a entender.”

      O plano de vacinação de proximidade também está a desenrolar-se, agora mais vocacionado para as escolas. “Estamos a apelar às escolas secundárias, mas também primárias, para participarem activamente no plano. Existe uma forte colaboração entre os Serviços de Saúde e a DSEDJ. Estamos ainda em permanente contacto com os pais e encarregados de educação”, assumiu Tai Wa Hou.

      Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 613.302 doses de vacinas contra a Covid-19. 330.774 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 46.273 indivíduos e 284.501 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses. Nas últimas 24h, ocorreram 10 notificações de eventos adversos (10 eventos adversos ligeiros e nenhum grave, tendo sido cinco casos relacionados com a vacina inactivada da chinesa Sinopharm e cinco casos da vacina mRNA da germânica BioNTech). Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 2.623 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (2.615) considerados adversos ligeiros e apenas oito graves.