Um homem de 77 anos, porteiro de profissão e residente de Macau, foi acusado do crime de abuso sexual de criança, referiram ontem as autoridades em conferência de imprensa. O idoso, relatou a polícia, é suspeito de ter tentado tirar as calças de duas crianças que estavam numa casa de banho pública de um centro comercial na Rua da Tribuna.
O caso foi denunciado à polícia no dia 3 de Setembro por uma mulher que estava a tomar conta dos dois rapazes. Segundo contou, as duas crianças, com 9 e 7 anos, queixaram-se que um homem as tinha seguido até à casa de banho e tentado tirar-lhes as calças.
Os dois rapazes, que foram à casa de banho sozinhos, revelaram que o homem, apesar de não ter conseguido, tentou tirar-lhes a roupa por diversas vezes. O indivíduo acabou por conseguir fugir.
A polícia foi depois chamada ao local e as investigações iniciadas, tendo sido descoberto que a zona ao lado da casa de banho estava no raio de acção das câmaras de vigilância. Assim, os agentes abordaram o responsável do centro comercial para lhes fornecer os vídeos e foi identificado o suspeito, que foi encontrado nas redondezas.
Depois de questionado, o homem revelou que era porteiro de um prédio perto do local e que nesse mesmo dia tinha consumido álcool e que não se lembrava de nada. O caso foi transferido para o Ministério Público.
Roubou sócio e defraudou Governo em quase 400 mil patacas
Um homem fez queixa à polícia alegando que o seu sócio de negócios estaria a roubar dinheiro da empresa. O denunciante, que apresentou queixa através do seu advogado, referiu que o seu sócio de 41 anos, com quem tem um negócio de restauração e bar na zona da Areia Preta, aproveitou para roubar dinheiro da conta conjunta da empresa durante a sua ausência.
Quando a vítima voltou a Macau depois de meio ano fora, verificou a conta da empresa e deparou-se com o desaparecimento de 200 mil patacas. Depois, em Maio, descobriu também que houve duas transacções de mais de 399 mil patacas. Quando confrontou o sócio sobre o sucedido, este respondeu apenas que o dinheiro era dele e que a empresa não teria nada a ver com isso, apesar de se tratar da conta da empresa.
Um curto tempo depois, a vítima revelou à polícia que suspeitou que o sócio usou o nome da empresa para pedir um subsídio à Direcção dos Serviços de Economia destinado às Pequenas e Médias Empresas, tendo o mesmo subsídio recebido a aprovação do Governo.
Porém, depois de uma investigação aos fundos, foi descoberto que o dinheiro do subsídio do Governo tinha sido concedido apenas para a empresa e com a condição que seria para pagamento do vencimento dos trabalhadores ou para comprar produtos contra a pandemia.
Visto isto, a vítima apresentou queixa, e depois das devidas investigações, o sócio suspeito foi chamado às instalações da Polícia Judiciária para prestar declarações. Contudo, recusou-se a responder a qualquer pergunta dos agentes. Devido às provas encontradas foi acusado dos crimes de Burla de Valor Elevado e Abuso de Confiança.











