Agnes Lam apresentou, no início de Julho, uma interpelação escrita em que pedia que o Governo estabelecesse um corredor especial para os residentes de Macau que precisam de ir a Hong Kong receber tratamento médico. Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, respondeu dizendo apenas que todos os residentes que se deslocam à região vizinha devem ser sujeitos a quarentena. No entanto, tem sido disponibilizado um serviço especial para a marcação de consultas externas de especialidades, destinadas a quem não consegue receber tratamentos médicos nos hospitais do exterior devido à pandemia.
“Após a apreciação e autorização, estes residentes podem receber tratamentos adequados, mediante a avaliação detalhada e prescrição necessária pelos médicos especialistas”, apontou o director dos Serviços de Saúde, na resposta à interpelação, datada de 27 de Julho. Alvis Lo detalhou ainda que, até ao dia 8 de Julho, os Serviços de Saúde têm acompanhado 223 casos de consulta externa de especialidades.
Na resposta, o responsável indicou que os Serviços de Saúde “têm vindo a dar importância à consulta médica de residentes durante a situação epidémica da Covid-19”. Apesar da necessidade de fazer quarentena, os residentes que necessitem de tratamento médico durante o isolamento podem solicitar, junto do Governo da RAEHK, autorização de consulta médica. “Daí terem sido criadas enfermarias de isolamento pela Autoridade Hospitalar de Hong Kong, destinadas a pessoas com essa necessidade, a fim de receberem diagnósticos e tratamentos médicos aprofundados”, lê-se na resposta dos Serviços de Saúde.
Além disso, na interpelação, Agnes Lam perguntou se seria possível criar um canal para a entrada de medicamentos de uso pessoal, “por forma a facilitar o acesso a medicamentos insubstituíveis por parte dos residentes que não conseguem deslocar-se a Hong Kong”. Alves Lo respondeu que, em relação ao desembaraço aduaneiro de medicamentos, em circunstâncias normais apenas as fábricas de medicamentos, importadores e exportadores de medicamentos e grossistas podem solicitar aos Serviços de Saúde a importação de medicamentos, sendo que todos os medicamentos enviados por correio são apreendidos pelos Serviços de Alfândega.
No entanto, Alvis Lo explicou que, durante a pandemia, os Serviços de Saúde têm mantido contacto com os Serviços de Alfândega para identificar medicamentos enviados por correio para uso próprio de residentes que não conseguem deslocar-se a instituições médicas do exterior para consultas. “Cada caso é tratado de forma individual e consoante as situações reais”, apontou o médico, concluindo que “quando necessário, os residentes também podem recorrer às instituições médicas locais para tratamentos médicos contínuos, mediante a prescrição médica e medicamentos apropriados prescritos pelos médicos”.











