Mais de 200 residentes recorreram a serviço especial de marcação de consultas externas

Em resposta a uma interpelação escrita de Agnes Lam, que pedia que fosse criado um corredor especial para que os pacientes de Macau pudessem receber tratamento médico adequado em Hong Kong, Alvis Lo apontou que as autoridades de Macau disponibilizam um serviço especial para a marcação de consultas externas de especialidade. O director dos Serviços de Saúde indicou que, até agora, 223 casos de consulta externa estão em acompanhamento.

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FOTOGRAFIA: EDUARDO MARTINS/ARQUIVO

Agnes Lam apresentou, no início de Julho, uma interpelação escrita em que pedia que o Governo estabelecesse um corredor especial para os residentes de Macau que precisam de ir a Hong Kong receber tratamento médico. Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, respondeu dizendo apenas que todos os residentes que se deslocam à região vizinha devem ser sujeitos a quarentena. No entanto, tem sido disponibilizado um serviço especial para a marcação de consultas externas de especialidades, destinadas a quem não consegue receber tratamentos médicos nos hospitais do exterior devido à pandemia.

“Após a apreciação e autorização, estes residentes podem receber tratamentos adequados, mediante a avaliação detalhada e prescrição necessária pelos médicos especialistas”, apontou o director dos Serviços de Saúde, na resposta à interpelação, datada de 27 de Julho. Alvis Lo detalhou ainda que, até ao dia 8 de Julho, os Serviços de Saúde têm acompanhado 223 casos de consulta externa de especialidades.

Na resposta, o responsável indicou que os Serviços de Saúde “têm vindo a dar importância à consulta médica de residentes durante a situação epidémica da Covid-19”. Apesar da necessidade de fazer quarentena, os residentes que necessitem de tratamento médico durante o isolamento podem solicitar, junto do Governo da RAEHK, autorização de consulta médica. “Daí terem sido criadas enfermarias de isolamento pela Autoridade Hospitalar de Hong Kong, destinadas a pessoas com essa necessidade, a fim de receberem diagnósticos e tratamentos médicos aprofundados”, lê-se na resposta dos Serviços de Saúde.

Além disso, na interpelação, Agnes Lam perguntou se seria possível criar um canal para a entrada de medicamentos de uso pessoal, “por forma a facilitar o acesso a medicamentos insubstituíveis por parte dos residentes que não conseguem deslocar-se a Hong Kong”. Alves Lo respondeu que, em relação ao desembaraço aduaneiro de medicamentos, em circunstâncias normais apenas as fábricas de medicamentos, importadores e exportadores de medicamentos e grossistas podem solicitar aos Serviços de Saúde a importação de medicamentos, sendo que todos os medicamentos enviados por correio são apreendidos pelos Serviços de Alfândega.

No entanto, Alvis Lo explicou que, durante a pandemia, os Serviços de Saúde têm mantido contacto com os Serviços de Alfândega para identificar medicamentos enviados por correio para uso próprio de residentes que não conseguem deslocar-se a instituições médicas do exterior para consultas. “Cada caso é tratado de forma individual e consoante as situações reais”, apontou o médico, concluindo que “quando necessário, os residentes também podem recorrer às instituições médicas locais para tratamentos médicos contínuos, mediante a prescrição médica e medicamentos apropriados prescritos pelos médicos”.