Chan Tsz King destaca diminuição dos casos de burla e diz que idosos e jovens estão mais alerta

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O secretário para a Segurança fez ontem, na reunião plenária da Assembleia Legislativa (AL), um balanço dos trabalhos da sua tutela para diminuir os casos de burla no território. Chan Tsz King salientou que “os idosos e os jovens estão mais alerta contra a burla”.

Ao longo dos últimos anos, o número total dos casos de burla tem vindo a diminuir e isso deve-se ao facto de jovens e idosos estarem mais alerta. A ideia foi transmitida ontem por Chan Tsz King, secretário para a Segurança, na reunião plenária da Assembleia Legislativa (AL).

Fazendo um balanço dos trabalhos de sensibilização para a prevenção de burlas, o secretário detalhou que, entre Janeiro e Novembro de 2025, a Polícia Judiciária (PJ) realizou mais de 160 palestras e actividades da prevenção de burlas nas instituições de ensino superior, contando com a participação de 35.000 pessoas. O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), por seu turno, realizou 13 palestras temáticas da prevenção de burlas destinadas aos jovens, contando com a participação de cerca de 3.400 alunos e professores.

“Após efectuados pela Polícia os trabalhos específicos de combate às burlas nos últimos anos, as burlas telefónicas que tinham como alvo preferencial estudantes do ensino superior, ocorridas frequentemente no passado, registaram uma diminuição significativa”, assinalou Chan, detalhando que o número de estudantes do ensino superior de Macau que caíram na burla telefónica “Polícia, Procuradoria e Tribunal” desceu 29,3% em comparação com o ano de 2023, enquanto o número registado nos primeiros três trimestres de 2025 diminuiu 42,6% em relação ao período homólogo de 2024.

Quanto aos idosos, registaram-se 71 pessoas burladas com idade superior a 60 anos, o que representa uma diminuição de 11,3% em comparação com o período homólogo do ano passado. O número de vítimas das burlas telefónicas “adivinha quem sou eu” registou uma descida de 67,4%. No entanto, no ano passado surgiu uma nova burla telefónica de falso pessoal de atendimento de plataforma, tendo sido burlados 23 idosos nos primeiros três trimestres de 2025. “Actualmente, esta burla está sob controlo e tem uma diminuição significativa recentemente”, assinalou o secretário.

Nos primeiros três trimestres de 2025, a PJ realizou 62 actividades sobre a prevenção de burlas destinadas aos idosos, contando com a participação de mais de 10 mil pessoas. O CPSP enviou também o pessoal aos locais de lazer de diversas zonas para divulgar os conhecimentos sobre a prevenção de burlas e as técnicas da prevenção criminal junto dos cidadãos e idosos. Entre Janeiro e Novembro de 2025, realizou 105 acções de divulgação na rua com a participação de mais de 13.000 pessoas, contabilizou Chan Tsz Kin no hemiciclo.

O tema foi levado ao hemiciclo pelo deputado Ip Sio Kai, que pedia o reforço da cibersegurança e a prevenção das burlas. Na resposta, o secretário disse também que têm sido intensificados os mecanismos de cooperação entre os sectores bancário e de telecomunicações.

No âmbito do sector financeiro, a PJ promoveu medidas como a cessação urgente de pagamento, o alerta para as transferências ou remessas bancárias suspeitas online e presenciais e o alerta para a conta bancária envolvida em burla. Nos primeiros três trimestres de 2025, foram interceptados 482 casos através das referidas medidas, num montante envolvido superior a 56 milhões de patacas. Ainda neste período, foram comunicados ao sector bancário 397 contas supostamente envolvidas nas burlas, os bancos tomaram medidas para o congelamento e emitiram alertas.

O secretário deu também o exemplo da criação, em vários bancos, de sistemas de identificação e vigilância inteligentes para a suspensão com precisão das potenciais vítimas e das transacções de risco elevado, e de comunicação atempada ao Centro de Coordenação de Combate às Burlas para se intervir. Nos primeiros três trimestres de 2025, aquele centro recebeu um total de 18 comunicações de burla dos bancos, das unidades antiburla das regiões vizinhas, dos familiares das vítimas, tendo conseguido recuperar mais de 2,4 milhões de patacas.

Chan adiantou ainda que, no mês passado, a PJ acordou com o Gabinete de Informação Financeira dos Serviços de Polícia Unitários, a Autoridade Monetária de Macau e o sector bancário, a criação de uma plataforma de partilha de informações sobre transacções suspeitas e contas envolvidas em burlas.