O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus registou um caso adverso após a inoculação mRNA. Segundo um comunicado divulgado na noite de ontem pelas autoridades de saúde, o caso foi registado num homem de 24 anos.
Segundo detalham as autoridades, no dia 13 de Novembro o homem apresentou febre e dores de cabeça e recorreu a tratamento médico no nas urgências do Centro Hospitalar Conde de São Januário. Após tratamento, teve alta. No dia seguinte, continuou com febre e dores no peito. Às 16h do dia 15 de Novembro, devido à febre persistente e dores no peito, recorreu a tratamento médico do Serviços de Urgência do Hospital Kiang Wu. O homem foi, então, diagnosticado com miocardite, tendo sido internado no mesmo hospital.
Como tinha sido vacinado com a segunda dose da vacina de mRNA BNT na noite do dia 12 de Novembro, esse caso será encaminhado ao “Grupo de Trabalho de Avaliação de Eventos Adversos após a Inoculação da Vacinas contra a COVID-19” para efeitos de análise e discussão.
Segundo explicam as autoridades de saúde, a miocardite é uma inflamação do músculo cardíaco. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as evidências actuais demonstram que pode haver uma relação causal entre a vacina de ácido ribonucleico mensageiro (mRNA) contra a Covid-19 e a miocardite, que ocorre geralmente alguns dias após a vacinação, com mais frequência em jovens adultos do sexo masculino e após a administração da segunda dose. Na maioria dos casos, os sintomas dos pacientes são ligeiros e a recuperação tende a ser relativamente rápida após repouso ou medicação. Caso se manifestem sintomas de miocardite ou pericardite após a vacinação, tais como opressão e dores torácicas agudas e persistentes, dispneia ou palpitações, deve recorrer de imediato ao médico.
As autoridades de saúde ressalvam que, ainda assim, a infecção pela Covid-19 pode levar a complicações sérias e até à morte e a administração da vacina pode prevenir eficazmente a infecção e evitar o risco de doenças graves e morte. “Os benefícios da vacina superam largamente os riscos potenciais, pelo que se apela à população para vacinar-se de forma activa, no sentido de criar uma barreira de imunidade colectiva”, frisam as autoridades.
PONTO FINAL











