Papel de Macau enquanto plataforma esteve em discussão na Universidade da Cidade de Macau

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A Universidade da Cidade de Macau organizou ontem um fórum de académicos dos países de língua portuguesa sobre o papel da RAEM enquanto plataforma estratégica entre a China e a lusofonia.

No discurso de abertura, Ip Kuai Peng, vice-reitor da Universidade da Cidade de Macau e director do Instituto para a Investigação sobre os Países de Língua Portuguesa, destacou a “importância estratégica do Instituto para reforçar Macau como plataforma sino-lusófona”.

Citado no comunicado da instituição de ensino superior, Danilo Afonso-Henriques, vice-secretário-geral do Fórum Macau, apresentou cinco estratégias práticas para reforçar o papel de Macau como elo de ligação no comércio sino-lusófono, destacando o desenvolvimento de plataformas digitais para o comércio sino-lusófono e a promoção de parcerias para impulsionar uma economia verde.

Zhou Ping, professor daquela instituição, salientou os dez anos de trabalho do Centro de Investigação da Iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” de Macau e referiu os avanços no desenvolvimento de parcerias com instituições académicas dos países de língua portuguesa, realçando as oportunidades de materialização de projectos académicos em áreas tecnológicas e científicas originários dos países de língua portuguesa na China Continental. Zhou Long, também professor da Universidade da Cidade de Macau, apresentou um projecto pioneiro de gestão sustentável de aquacultura na região de Macau-Zhuhai, desenvolvido em parceria com instituições de investigação portuguesas.

José Paulo Esperança, também ele professor da Universidade da Cidade de Macau, abordou a inovação financeira em Macau, destacando o papel da região na criação de fundos de investimento internacionais e na promoção de mecanismos de financiamento flexíveis para estimular o crescimento económico nos países lusófonos. A professora Vera Borges reflectiu sobre o papel da língua portuguesa e sublinhou a importância do ensino e da investigação para a internacionalização de Macau e para o fortalecimento de relações interuniversitárias.

Francisco Leandro, professor associado da Universidade de Macau, analisou os agentes envolvidos na cooperação entre a China e os países lusófonos, destacando que estes países não constituem um bloco homogéneo, mas sim uma diversidade de realidades culturais, económicas e sociais. João Simões, professor da Universidade da Cidade de Macau, encerrou o Fórum, destacando a importância da colaboração multissectorial para posicionar Macau como uma ponte estratégica entre a China e os países lusófonos.