Os Serviços de Saúde alertam a população para que adopte medidas preventivas contra a doença dos legionários, provocada pela bactéria legionella. O aviso surge após um doente do sexo masculino, de 71 anos, ter sido admitido para tratamento no Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário, no dia 27 de Fevereiro. Ontem, dia 10 de Março, o paciente continuava internado.
As autoridades de saúde recordam que a doença dos legionários não se transmite através do contacto com pessoas ou da ingestão de alimentos e bebidas. A bactéria legionella vive em ambientes aquáticos naturais e, ocasionalmente, em sistemas aquáticos artificiais, proliferando em circunstâncias favoráveis como águas mornas ou lugares húmidos. A infecção ocorre através da inalação de aerossóis contaminados com a bactéria.
Com o objectivo de reduzir o risco de contracção da doença, os Serviços de Saúde apelam aos cidadãos para que adoptem medidas concordantes com as actuais directrizes de prevenção e controlo de doenças, de que são exemplo o “reforço da imunidade”, a utilização de “sistemas de abastecimento de água devidamente concebidos” e a “manutenção periódica dos filtros de água em casa ou dos equipamentos de abastecimento de água nas instituições”.
O período de incubação da bactéria é de 5 a 6 dias após a infecção, podendo prolongar-se até 14 dias. Os sintomas são semelhantes aos de uma gripe e podem incluir dor de cabeça, tosse, febre, fadiga, falta de arte, dores musculares, diarreia e dor abdominal. O diagnóstico é feito através da identificação de sintomas e da realização de exames laboratoriais.
O risco de desenvolvimento de complicações aumenta em homens, idosos, fumadores, indivíduos alcoólicos, pessoas com fraca imunidade ou doentes sujeitos a tratamento com esteroides. A doença pode ser tratada com medicamentos antibióticos, sendo algumas das complicações mais graves a insuficiência respiratória, abcessos pulmonares ou até a morte.











