Embora Macau tenha acolhido mais 31,4% de eventos deste género relativamente a 2023, os participantes e visitantes caíram em 17,1%. Também as receitas geradas pela actividade económica não-jogo são pessimistas, acusando um decréscimo de 8,2%.
O número de eventos de convenções e exposições realizados em 2024 aumentou face a 2023, ao passo que o número de participantes e visitantes dos eventos e as receitas geradas pelos mesmos decresceram.
No total, realizaram-se 1.524 eventos deste género, mais 364 (31,4%) do que no ano transacto de 2023, tendo o aumento mais significativo incidido sobre aqueles que se centraram nos temas “comércio e gestão” e “turismo” (mais 140 e 78 eventos, respectivamente).
O número de participantes e visitantes não ultrapassou os 1.332.000, uma redução de 17,1% em termos homólogos. Por sua vez, as receitas dos ramos de actividade económica não-jogo geradas por este tipo de eventos ficaram-se pelos 5,48 mil milhões de patacas, representando um decréscimo de 8,2% face a 2023.
A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) explicita que, analisando as convenções e exposições por tema, quase metade (42%) incidia sobre o tema “comércio e gestão”, seguido de “tecnologia informática” (10,8%) e saúde (10,1%). No que respeita ao tipo dos eventos, “reunião da associação/organização” lidera com 38,5%, seguido de perto por “reunião da sociedade” (38,3%) e, com maior margem de distância, “reunião do Governo” (14,7%) e “exposições” (4%).
A segunda metade do ano, sobretudo entre Setembro e Novembro, é tradicionalmente a época mais alta do sector. Considerado os dados através de uma perspectiva trimestral, constata-se que o quarto trimestre de 2024 acolheu 465 eventos de convenções e exposições, um aumento de 22% em termos anuais. Por outro lado, o número de participantes e visitantes das exposições caiu 15,4% face ao trimestre homólogo do ano anterior, muito devido ao último grupo: se o número de participantes nas reuniões e conferências aumentou 8,2% em relação a 2023, o número de visitantes caiu 20,5%. Os dados da DSEC destacam ainda que 51,9% dos expositores e 51,5% dos visitantes profissionais eram “do exterior”.
No mesmo período em análise, as receitas da actividade económica não-jogo geradas por eventos do sector ficaram-se pelos 1,44 mil milhões de patacas, um decréscimo de 32,1% relativamente ao montante de 2,12 mil milhões de patacas arrecadado em 2023.
O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, em parceria com a Associação de Convenções e Exposições de Macau e com as principais empresas de turismo e lazer, formou em 2024 o “Grupo de Trabalho de Apoio a Concursos para Convenções e Exposições”, com o objectivo de atrair mais eventos internacionais e profissionais de convenções e exposições para Macau e potenciar a influência de todas as partes envolvidas no sector. Já este ano, no início do mês de Fevereiro, o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, também salientou a importância de investir no sector não-jogo na RAEM, nomeadamente através do desenvolvimento de projectos subordinados a temas como a cultura, o turismo e o entretenimento.











