Aeroporto de Macau prevê aumento do volume de passageiros para 8,5 milhões

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O Aeroporto Internacional de Macau lidou com mais de 7,6 milhões de passageiros no ano passado e prevê que o volume aumente ainda mais, para 8,5 milhões de passageiros, este ano. A estimativa de um crescimento de 10% nos movimentos de avião foi realizada ontem. O aeroporto, que obteve receitas a rondar 1,4 mil milhões de patacas em 2024, vai avançar este ano com o projecto de expansão e do terminal de mercadorias em Hengqin, bem como uma melhoria das instalações para aumentar a capacidade de verificação de segurança de passageiros em 80%.

 

A tendência de retoma das actividades turísticas deve continuar a beneficiar o desempenho da Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM), que estima um crescimento de passageiros em 8% para este ano, prevendo-se o acolhimento de 8,5 milhões de passageiros.

“Tendo em conta o ambiente envolvente e a dinâmica do sector, prevê-se que o volume de passageiros em 2025 possa atingir os 8,5 milhões, com um total de 65 mil movimentos de voo e um volume de carga de 113 mil toneladas”, avançou ontem Simon Chan, presidente da Comissão Executiva da CAM, no almoço de Ano Novo oferecido aos órgãos de comunicação social.

O Aeroporto Internacional de Macau recebeu no ano passado mais de 7,6 milhões de passageiros e registou quase 60 mil movimentos de avião, o que corresponde a um aumento de 48% e 41%, respectivamente, em relação ao ano anterior. O espaço tratou ainda mais de 108 mil toneladas de carga em 2024, um acréscimo anual de mais de 70%.

De acordo com o balanço da CAM, as receitas totais da empresa do ano transacto estão estimadas em 1,475 mil milhões de patacas, o que traduz um aumento de 5,1% em comparação com o ano anterior, e está previsto ter registado uma recuperação de 81% do nível registado no ano antes da pandemia em 2019.

Foram registados também 957 movimentos da aviação comercial, com uma subida de 3,68%, e o número de passageiros atingiu 5.079 pessoas. A CAM espera, no corrente ano, atingir 1.100 movimentos da aviação comercial, com um aumento de 15%.

É de frisar que, até ao final do ano passado, existia um total de 27 companhias aéreas a operar 41 rotas no Aeroporto Internacional de Macau, providenciando serviços de transporte aéreo a 23 cidades do interior da China, três cidades em Taiwan, 15 cidades no Sudeste e Nordeste da Ásia e outras regiões.

O Aeroporto Internacional de Macau vai comemorar o 30.º aniversário este ano. O presidente do Conselho de Administração da CAM, Ma Iao Hang, afirmou que o aeroporto já deu início a vários projectos importantes, incluindo o projecto de aterro e expansão e projecto do terminal de mercadorias em Hengqin e, este ano, vai lançar várias obras de melhoria de infra-estruturas.

 

NOVAS INSTALAÇÕES E OBRAS DE MELHORIA

 

Em termos do projecto da expansão do aeroporto, segundo a apresentação de Simon Chan, no presente ano será iniciado o trabalho de aterro, bem como o trabalho de monitorização ambiente e preparação de restauração ecológica. No quarto trimestre serão avançadas as obras de pavimentação e reabilitação de pistas, sendo que o trabalho decorrerá à noite para não afectar a operação do aeroporto.

As obras para o heliporto no Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa também estão em curso, com um prazo de execução previsto de seis meses. A CAM disse que vai coordenar com as autoridades para o trabalho de emissão de licença de operação para que o espaço possa entrar em serviço no segundo semestre deste ano.

Já a construção do terminal de mercadorias do Aeroporto Internacional de Macau em Hengqin está prevista para ser concluída em 2026, num terreno de 66.700 metros quadrados, com o âmbito de “reforçar o desenvolvimento da logística aérea”.

Simon Chan, no seu discurso, revelou ainda que vai haver uma obra de melhoria dos canais de verificação de segurança na zona de partidas no aeroporto, que está agendada para começar no primeiro trimestre e concluir no terceiro trimestre. O responsável disse que vai haver oito canais inteligentes de verificação de segurança, serviço de triagem automática das bagagens de mão e outras novas instalações, o que ajudará a aumentar a capacidade de tratamento do processo em 80%.

A CAM pretende ainda desenvolver o sistema ‘One ID’, que utiliza a tecnologia de reconhecimento facial para que os passageiros não precisem de apresentar os documentos de identificação e bilhetes de voos nos pontos de controlo.

 

NOVAS ROTAS DENTRO DA ÁSIA

 

Eric Fong, director do Departamento de Desenvolvimento de Mercado da CAM, realçou que serão lançadas mais políticas preferenciais para os voos internacionais, de forma a encorajar as companhias aéreas a aumentarem os voos para o estrangeiro.

Revelou aos jornalistas que vai ainda aumentar este ano o número de voos de e para o Japão e a Coreia do Sul. “Esperamos acrescentar, em Abril, uma nova rota com dois voos por semana entre Macau e Cheongju, na Coreia do Sul. Estão a ser negociadas outras rotas insulares no Sudeste Asiático, estando em curso a comunicação de rotas para a Phu Quoc, no Vietname, e Vientiane, no Laos”, destacou.

Actualmente, os passageiros da China Continental representam metade do número de passageiros do aeroporto, enquanto os do Sudeste Asiático e do Nordeste Asiático ocupam 33% e Taiwan 17%.

O responsável sublinhou ainda que está a “incentivar as companhias aéreas” a operar voos para a Europa, os Estados Unidos e o Médio Oriente, através de escalas. Eric Fong disse que o aeroporto está a negociar com companhias aéreas do Médio Oriente, como a Qatar Airways e a Emirates, bem como estudar a possibilidade de cooperação com potenciais agências de viagens e companhias charter para fornecer serviços charter de longo curso.