Lucros do BNU no primeiro trimestre cresceram para os 163 milhões de patacas

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O Banco Nacional Ultramarino (BNU) anunciou ontem os resultados relativos ao primeiro trimestre do ano, salientando que foram alcançados lucros após impostos de 163,2 milhões de patacas, mais 40,9 milhões do que no mesmo período de 2023, ou seja, cerca de 45%.

 

No primeiro trimestre deste ano, o Banco Nacional Ultramarino (BNU) registou lucros após impostos de 163,2 milhões de patacas, anunciou ontem a instituição, assinalando que a cifra significa um crescimento de 40,9 milhões em comparação com o primeiro trimestre do ano passado, ou seja, cerca de 45%.

Segundo explicou o banco em nota de imprensa, o desempenho foi alavancado pelo aumento de 7,1% na receita líquida de juros, que totalizou 17,5 milhões de patacas, em comparação com o primeiro trimestre de 2023, principalmente devido ao aumento das taxas de juro. Além disso, os lucros das operações financeiras aumentaram em 17,8 milhões de patacas durante o trimestre, principalmente devido à ausência de uma perda única resultante da alienação de investimentos financeiros ocorrida no primeiro trimestre de 2023.

Por outro lado, o BNU reportou um encargo líquido de imparidade em crédito e investimentos financeiros de 1,3 milhões de patacas, uma diminuição em relação aos 18,4 milhões de patacas registados no primeiro trimestre do ano passado.

No comunicado, a instituição diz que se mantém empenhada na monitorização da “qualidade do crédito e em providenciar protecções adequadas para potenciais perdas, conforme necessário, a fim de manter a estabilidade da sua posição financeira”.

As despesas operacionais aumentaram em 6,3 milhões de patacas em comparação com os primeiros três meses de 2023, “uma vez que as iniciativas de redução de custos não foram suficientes para compensar totalmente o aumento dos gastos com a digitalização, o aumento dos custos com o pessoal e as despesas mais elevadas com publicidade”, explica o banco.

“O banco reconhece a importância de atrair e reter profissionais qualificados para manter a sua vantagem competitiva e prestar serviços de alta qualidade aos seus clientes”, diz o BNU, acrescentando que os “investimentos em digitalização, capital humano e marketing têm como objectivo melhorar a experiência do cliente, aumentar a eficiência interna e posicionar o banco para se adaptar à evolução da paisagem digital, garantindo ao mesmo tempo a continuidade das suas operações e a qualidade dos seus serviços”. “Espera-se que o aumento das despesas ajude o banco a alcançar um público mais vasto, a reforçar a sua presença no mercado e, em última análise, a contribuir para o seu crescimento e rentabilidade a longo prazo”, salienta a nota de imprensa.

O BNU tem uma agência em Hengqin, que “continua a servir as necessidades financeiras dos investidores de Macau e Hong Kong, incluindo indivíduos e empresas, à medida que a Greater Bay Area e a Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong-Macau em Hengqin continuam a desenvolver-se e a integrar-se”. “A agência esforça-se por facilitar as ligações entre a China Continental, Macau e os países de língua portuguesa, fornecendo apoio financeiro e contribuindo para o desenvolvimento de um ambiente empresarial diversificado tanto em Macau como na GBA”.

A nota do BNU termina dizendo que a instituição mantém um rácio de solvência de 23,9%, “bem acima do requisito regulamentar mínimo de 8%, e continua a manter níveis de liquidez adequados”.

Em 2023, o banco registou lucros totais de 587 milhões de patacas, o que significou um aumento de 62% em comparação com 2022. Aquando da apresentação dos resultados anuais de 2023, o BNU justificou o salto nos lucros em 2023 com o aumento das taxas de juro e com a receita líquida de juros a aumentar 232 milhões de patacas, ou 29%.