A Macau Renovação Urbana, S.A., que está incumbida de erigir o Novo Bairro de Macau em Hengqin, informou ontem que o projecto está na recta final da sua conclusão, esperando-se que passe na inspecção ainda este mês. Em comunicado, a empresa diz ainda que, segundo um inquérito, cerca de 88% dos inquiridos precisam de uma hipoteca para poderem comprar uma fracção. A empresa de capitais públicos diz esperar que os residentes possam beneficiar de empréstimos até 90% do preço das fracções.
O projecto de edificação do Novo Bairro de Macau em Hengqin está na etapa final, informou a Macau Renovação Urbana, S.A., empresa de capitais públicos que está incumbida de realizar a construção. A obra vai entrar na fase de inspecção, estando agora a ser desenvolvidos os trabalhos de paisagismo e de construção de arruamentos.
Num comunicado divulgado ontem, a empresa diz que é esperado que o projecto tenha luz verde este mês e, depois disso, as fracções poderão ser colocadas à venda quando as autoridades de Hengqin tiverem concluído o processo de relatório e registo, que fazem parte do processo de aprovação.
As instalações auxiliares do projecto serão concluídas ao mesmo tempo que as residências, e o trabalho de ligação continuará com as entidades de Macau que ajudarão a operar a escola, o centro de saúde, o centro de serviços para idosos e o centro comunitário familiar, refere o comunicado da Macau Renovação Urbana.
A empresa assinalou também que tem vindo a recolher as opiniões dos residentes de Macau sobre a possibilidade de se tornarem proprietários de fracções no Novo Bairro de Macau através de múltiplas plataformas, incluindo online e offline. Assim, segundo o inquérito, cerca de 88% das opiniões revelaram a necessidade de uma hipoteca para comprar um apartamento no Novo Bairro de Macau. Sobre este tópico, a empresa diz que tem vindo a contactar activamente as instituições financeiras relevantes, propondo que os residentes de Macau possam usufruir de um rácio máximo de empréstimo de 80% ou mesmo de 90% para as unidades residenciais.
Por outro lado, 75% das opiniões esperam que haja um centro de vendas em Macau. A empresa responde que já existe um centro de vendas na Ilha da Montanha e também em Macau, e está também a preparar um sistema de candidaturas online. Além disso, haverá um ‘shuttle’ entre o Posto Fronteiriço de Hengqin e o Novo Bairro de Macau para que os residentes possam ir ver os apartamentos.
Os três principais tipos de lojas que os residentes esperam que existam no Novo Bairro de Macau são, respectivamente, alimentos e bebidas, supermercados e serviços de subsistência. No comunicado, a Macau Renovação Urbana reitera que irá tentar atrair mais estabelecimentos de produtos alimentares e bebidas para abrir um negócio nos mais de 5.000 metros quadrados de espaço comercial do bairro. Além disso, recorda que irá haver uma escola. Por fim, a Macau Renovação Urbana refere que está a planear conceder a possibilidade da venda de apartamentos mobilados.
Recorde-se que o empreendimento vai disponibilizar 4.000 fracções habitacionais, cuja maioria é T2. O preço médio por metro quadrado das unidades não vai ultrapassar 30 mil renminbis.











