Leong Sun Iok exortou o Governo a fiscalizar a prestação de serviços de condução, uma actividade que tem vindo a crescer nos últimos anos. O deputado indica que o acidente de colisão de veículos na Taipa na semana passada, que resultou na morte de um jovem, fez “soar o alarme” novamente para as autoridades ponderarem mais regulações e formações profissionais para os motoristas, aumentando a segurança deste tipo de serviços.
O recente acidente fatal na Taipa voltou a suscitar a atenção da sociedade sobre a segurança rodoviária, levantando preocupações relativamente à prestação de serviços de condução no território. De acordo com Leong Sun Iok, existe hoje em dia uma “lacuna” na regulamentação da indústria de serviços de condução, sugerindo que seja reforçada a qualidade profissional e formação dos motoristas, melhorando o sistema de seguros com vista a proteger os direitos e interesses dos consumidores.
Ocorreu na passada quarta-feira à noite um grave acidente rodoviário na Rotunda do Estádio na Taipa que resultou num morto e dois feridos, depois da colisão de um motociclo com um veículo ligeiro. Fotografias e vídeos gravados por transeuntes no local após o incidente, circulados nas redes sociais, mostram que o automóvel envolvido no acidente é propriedade de uma empresa de serviços de condução.
“A qualidade dos motoristas de serviços de condução provocou a preocupação na comunidade”, ressalvou o deputado, frisando que “em relação ao caso, a polícia afirmou que não foi detectada nenhuma operação de veículos clandestinos. O motorista do automóvel confessou que o passageiro do carro é um colega. Mas a sociedade ainda está profundamente preocupada com a fiscalização do sector de serviços de condução”.
Leong Sun Iok reconheceu que, com o aumento da consciência da sociedade sobre a segurança rodoviária, a indústria de serviços de condução surgiu conforme a necessidade, quer em Macau quer no interior da China, bem como noutras regiões do exterior.
“A qualidade dos prestadores de serviços de condução de automóveis é desigual e, se não houver um monitoramento adequado, terá um impacto na segurança rodoviária”, disse Leong Sun Iok. O deputado acrescentou que as pessoas que precisam de contratar um motorista ficam geralmente pouco conscientes depois do consumo de bebidas alcoólicas. “Se o motorista não for profissional, pode representar um risco à propriedade ou à segurança pessoal dos clientes”, apontou.
O também vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) especificou, num comunicado, um exemplo que pode ser referência para o Governo, com a criação da Aliança de Serviço de Condução na China Continental em 2015, que aprovou posteriormente um enquadramento para a operação de serviços onde constam as condições básicas de motoristas profissionais, bem como a ética profissional, educação em segurança e treinamento de socorro.
Por sua vez, o seguro e eventual indemnização de acidentes são outras questões que merecem ser estudadas para o sector, segundo Leong Sun Iok. O deputado lembrou que a Coreia do Sul estabeleceu um seguro de serviços de condução, a fim de garantir a investigação eficaz e compensação de acidentes de infracção de trânsito, perdas de propriedade e outros acidentes que ocorrem durante o processo de condução de motoristas contratados.
Recordando que o secretário para a Segurança admitiu há uns anos que seria estudada a legislação dos serviços de contratação de motoristas, de acordo com os modelos de operação noutros países e regiões vizinhas, o deputado lamentou que “até agora não tenham surgido mais informações” sobre o assunto.
Leong Sun Iok acredita que existem actualmente muitas pessoas que trabalham nos serviços de condução, questionando qual será a razão para a não implementação da formação obrigatória para os funcionários, já que os motoristas de táxi, autocarro e de entrega de comida podem receber cursos de formação do Governo.











