Número de motoristas de autocarros públicos despedidos subiu em 2021

A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) divulgou os resultados da avaliação do serviço de autocarros públicos relativa a 2021. Os dados mostram que nesse ano o número de motoristas despedidos por falhas de segurança ou problemas de prestação de serviço aumentou para 46. Já o número de motoristas "convidados" a apresentarem a demissão baixou para 40. Os dados mostram também que os passageiros deram nota C ao serviço de autocarros públicos em 2021.

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FOTOGRAFIA: EDUARDO MARTINS | ARQUIVO

Nos resultados da avaliação do serviço de autocarros públicos relativa a 2021, revelados pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), verifica-se que nesse ano houve um aumento no número de motoristas despedidos por falhas de segurança ou problemas de prestação de serviço.

Segundo os dados da DSAT, em 2021, as duas companhias de autocarros públicos despediram no total 46 motoristas por repetição de problemas de segurança ou de prestação de serviços, tais como violação das regras de segurança na condução (transgressão de sinalização semafórica, uso de telemóvel durante a condução), acidente de viação grave, faltas injustificadas, etc. Por outro lado, houve ainda 40 motoristas que foram persuadidos a apresentar a demissão depois de se ter verificado repetição de falhas de segurança ou problemas de prestação de serviço.

Em 2020, o número de motoristas despedidos por falhas na prestação de serviço tinha sido 36 e o número de motoristas “convidados” a apresentar a demissão foi de 62. Em 2019 tinham sido despedidos apenas 25 motoristas, enquanto 45 tinham sido persuadidos a sair.

 

PASSAGEIROS DÃO NOTA C AO SERVIÇO DE AUTOCARROS PÚBLICOS

O relatório da DSAT também diz que a nota dada ao serviço de autocarros públicos por parte dos passageiros foi de C – tanto para a Transmac como para a TCM – no segundo semestre de 2021. No primeiro semestre de 2021, a TCM também teve nota C, no entanto, a Transmac tinha recebido C+. Em 2020, ambas as operadoras de autocarros públicos de Macau tinham recebido nota B.

A avaliação é feita tendo por base a opinião dos passageiros relativamente ao serviço e gestão das companhias, equipamentos e meios de transporte e de segurança e grau de satisfação. O indicador de serviço e gestão, que vale 30% da avaliação global, mede o intervalo entre as partidas dos veículos, gestão da frequência de partidas, divulgação da alteração de carreiras, informação sobre os veículos, visualização da informação da denominação de paragem, eficiência do tratamento do serviço de apoio ao cliente, articulação com política e apresentação dos mapas de demonstração. O indicador de equipamentos de meios de transporte e segurança vale 30% da avaliação e é medido através da taxa de avaria dos veículos, equipamentos dos veículos, emissões dos veículos, controlo de velocidade de circulação, equipamentos de segurança contra incêndio, taxa de infracção, taxa de ocorrência de acidentes e asseio e limpeza dos veículos.

Por fim, o grau de satisfação, que vale 40% da avaliação, analisa inquéritos do grau de satisfação dos passageiros, incluindo o grau de estabilidade na condução, a conduta na condução, a aparência e o modo de parar ou fazer escala na paragem e informação e tratamento do serviço de apoio ao cliente. Para além dos três indicadores previstos, é acrescentada uma pontuação para a auto-melhoria, que é uma pontuação bonificada, no máximo, de 4%, com base na pontuação total da avaliação do serviço inicial.

A DSAT divulgou também os resultados específicos desse inquérito ao grau de satisfação dos passageiros, que mostra que, em 2021, a média de satisfação era de 27,1 numa escala até 40. No segundo semestre desse ano, a TCM reunia um grau de satisfação maior (27,9) do que a Transmac (26,3).