Há um grupo de estudantes do ensino secundário de Macau que está a promover uma iniciativa de recolha de donativos para apoiar os trabalhadores migrantes do território. O grupo é composto por cinco jovens – Mandy Zhang, Jahzeel Felizardo, Yoyo Xu, Maria Quental e Hao Jin Kai – e está presente no Instagram com a página “Students for Migrant Workers”.
O grupo convida toda a comunidade de Macau a participar na acção de recolha de donativos, que se vai realizar no dia 28 de Janeiro, nos Jardins do Oceano. O evento estava originalmente marcado para o dia 24 de Dezembro, mas o elevado número de casos de Covid-19 em Macau fez com que os jovens adiassem.
Ao PONTO FINAL, os cinco jovens confessaram que o objectivo passa por fazer desta uma iniciativa a ser realizada nos próximos anos.
As doações serão entregues depois à Caritas. O grupo de jovens esclarece que não está ligado a esta organização humanitária de cariz católico. “Escolhemos fazer a doação a esta organização porque eles já mostraram que se dedicam à melhoria das vidas dos trabalhadores migrantes através de programas de apoio à alimentação e abrigo, educação, etc.”, explicam. Além da recolha de fundos, haverá uma venda de bolos, várias actividades culturais e até um ‘talk show’.
“Nós somos um grupo local de estudantes de F4 empenhados em melhorar as vidas dos trabalhadores migrantes e em mostrar as violações dos direitos humanos de que eles são vítima, através de investigações aprofundadas, eventos de recolha de donativos na comunidade, e entrevistas a peritos e aos próprios trabalhadores migrantes sobre este tema”. É assim que o grupo se apresenta nas redes sociais.
Num nota que partilha nas redes sociais, o grupo nota que “a Covid-19 impactou as pessoas a nível global, milhões perderam o seu emprego, as economias desmoronaram, o que resultou numa crise alimentar”. “Os trabalhadores migrantes foram afectados em grande medida: perderam os seus trabalhos em detrimentos dos locais devido a incentivos do Governo, foram acusados de espalhar casos de Covid-19 por serem estrangeiros, e estão longe daqueles que amam durante este período”, destacam os jovens.
“Mesmo durante tempos pré-Covid, os empregadores aproveitaram-se do seu trabalho, as políticas de salário mínimo não são aplicáveis, e eles foram alvo de micro-agressões e racismo com regularidade”, acrescentam os jovens. Os jovens lançam o apelo: “Esta é a oportunidade perfeita para retribuir à comunidade e ajudar os trabalhadores migrantes”.











