Ella Lei quer desempregados e grupos desfavorecidos incluídos nas novas medidas de apoio

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FOTOGRAFIA: GONÇALO LOBO PINHEIRO

Apesar de reconhecer que as novas medidas de apoio ao combate à epidemia no valor de dez mil milhões de patacas podem ajudar a situação financeira dos residentes, a deputada da Assembleia Legislativa Ella Lei mostrou preocupação de que os desempregados, grupos desfavorecidos e trabalhadores de alguns sectores não possam ser beneficiados no presente plano.

Ella Lei salientou que, de acordo com os dados mais actualizados, existem em Macau 12.800 desempregados e 12.700 pessoas que se encontram na situação de subemprego, acreditando que o número de residentes nesses dois grupos irá aumentar ainda mais devido à pandemia. “Embora o Governo tenha referido que os apoios já contemplam cerca de 80% dos trabalhadores, os desempregados podem não ser elegíveis para receber o subsídio”, assinalou.

Segundo o plano, os trabalhadores que tenham rendimentos sujeitos ao imposto profissional referentes aos anos de 2020 e de 2021, num valor total superior a 6.000 patacas, mas inferiores a 480.000 patacas, podem ser atribuídos um apoio pecuniário de 15 mil patacas.

A deputada ligada à Federação das Associações dos Operários (FAOM) frisou que alguns cidadãos conseguiram manter os seus empregos nos últimos dois anos, mas serão despedidos este ano, e alguns já estão desempregados há mais de meio ano. “Eles ainda não podem receber o apoio financeiro porque o total do seu rendimento nos últimos dois anos ultrapassou ligeiramente o padrão do plano, o que ocorre também nas pessoas que têm trabalho suspenso ou estão em licença sem vencimento por causa do surto”, adiantou.

Na mesma linha, a responsável apontou ainda que os trabalhadores de determinados sectores não estão incluídos no plano de benefício, como os mediadores de seguros, bem como os grupos desfavorecidos e as suas famílias, nomeadamente as pessoas com deficiência, que estão a enfrentar maiores dificuldades de emprego durante a pandemia e que precisam de mais apoio nesta época.

Ella Lei espera que o Governo continue a ouvir as solicitações do público e ampliar o apoio à população, apresentando o orçamento revisto à Assembleia Legislativa o mais rápido possível.