A garantia foi dada aos jornalistas pelo chefe de serviço de urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário, Lei Wai Seng, durante a visita guiada ao novo Centro Comunitário de Tratamento de Infecção do Novo Tipo de Coronavírus, instalado no Cotai. O mesmo responsável referiu ainda que se as instalações sanitárias não forem suficientes para receber todos os infectados, as autoridades poderão pensar em aceitar quarentenas domiciliárias.
Contrariamente ao que se passou, numa primeira fase, em Hong Kong e tem vindo a acontecer na China continental, nomeadamente na sua maior cidade Xangai, as autoridades sanitárias de Macau garantiram, ontem, que, em caso de infecções em menores, os pais “devem” acompanhar os filhos. “Conforme a experiência passada, se houver crianças ou menores que precisem de ficar em isolamento, também exigimos aos pais que os acompanhem”, referiu, aos jornalistas, o chefe de serviço de urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário, Lei Wai Seng, à margem de visita guiada promovida pelos Serviços de Saúde ao novo Centro Comunitário de Tratamento de Infecção do Novo Tipo de Coronavírus, instalado no Dome, na zona do Cotai.
O médico dos Serviços de Saúde considerou que é preciso ter em conta o estado psicológico dos menores, uma vez que em Macau o tempo de isolamento no território “não são só uns dias, mas sim uma ou duas semanas”. “Precisamos de ter em conta o estado psicológico das crianças”, lembrou Lei Wai Seng.
Recorde-se que vários menores, bebés incluídos, foram separados dos seus pais, na região vizinha de Hong Kong, depois de testes de ácido nucleico à Covid-19 terem revelado resultado positivo. Entretanto, de acordo com o jornal britânico The Guardian, as autoridades sanitárias da RAEHK já fizeram uma inversão de marcha para permitir que os pais de crianças positivas para o SARS-CoV-2 possam acompanhá-los nas enfermarias pediátricas, independentemente se estão ou não igualmente infectados.
Também as autoridades da maior cidade chinesa, que defenderam publicamente que o caminho certo era o de separar os menores dos seus pais em caso de infecção, já alteraram, em parte, esse pressuposto, depois de alguma indignação popular. De acordo com a Associated Press (AP), Wu Qianyu, da Comissão Municipal de Saúde de Xangai, referiu que crianças “com necessidades especiais” podem ser acompanhadas pelos progenitores mediante o respeito por diversos requisitos estipulados pelas autoridades que passam por usar sempre máscara e comer a horas diferentes dos seus filhos. O mesmo responsável não explicou o que significam “necessidades especiais”.
O chefe de serviço de urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário também deixou escapar a possibilidade, em caso de grave surto local e dependendo de caso a caso, de permitir a quarentena domiciliário. “Tudo dependerá do estado de saúde do paciente ou conforme o número de infectados. Se as instalações de isolamento já não forem suficientes e as condições não forem tão boas, então teremos essa possibilidade de deixar as pessoas ficarem em casa”, admitiu.
Hospital de campanha revelado à comunicação social. O Centro de Tratamento Comunitário do Novo Tipo de Coronavírus, com capacidade para mais de quatro mil camas, foi ontem apresentado à comunicação social. Para já, estão à disposição 50 camas que podem aumentar em número se um surto grave atingir Macau. O hospital de campanha e todas as instalações inerentes ficam situadas na Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental (Dome), no Cotai. Numa primeira fase, as instalações servirão para a realização de testes de simulacros com os profissionais de saúde que, em caso de surto, ficarão a trabalhar em regime de circuito fechado.
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