A China vai implementar medidas para reforçar os intercâmbios com Taiwan nas áreas do turismo e da cultura, anunciou Pequim, no último dia de uma rara visita de uma delegação da oposição taiwanesa.
Cheng Li-wun é a primeira presidente do maior partido da oposição taiwanesa, o Kuomintang (KMT), em 10 anos a ter atravessado o Estreito de Taiwan, que separa a ilha do continente.
Cheng reuniu-se com o Chefe de Estado chinês, Xi Jinping, reiterou a oposição à independência da ilha e defendeu relações pacíficas entre Pequim e Taipé para “evitar uma guerra”.
Neste contexto, Pequim divulgou uma lista de dez medidas para “promover o desenvolvimento pacífico das relações através do estreito e aumentar o bem-estar dos compatriotas”, descreveu a agência estatal Xinhua, algumas horas antes do regresso previsto de Cheng a Taipé.
Entre as disposições figura um objectivo: relançar o “programa-piloto para viagens individuais” à ilha de Taiwan destinado aos habitantes de Xangai e da província de Fujian, segundo a Xinhua.
Na mesma linha, as autoridades de Pequim afirmam querer a “retoma total” dos voos directos entre Taiwan e várias cidades do continente, como Xi’an.
A China vai também autorizar a importação de séries ou documentários taiwaneses, desde que sejam “correctamente orientados, saudáveis e de alta qualidade”, ainda segundo a agência.
As medidas foram recebidas como “bem-vindas” e adequadas ao estímulo do “desenvolvimento pacífico” das relações entre Pequim e Taipé, pelo vice-presidente do KMT, Chang Jung-kung, num comunicado.
A líder da oposição de Taiwan, Cheng Li-wun, manifestou o desejo de poder receber um dia o Presidente chinês, Xi Jinping, na ilha, durante o encontro que ambos mantiveram no Grande Palácio do Povo, em Pequim.
“Os intercâmbios devem ser recíprocos. Espero sinceramente que um dia tenha a oportunidade de receber e dar as boas-vindas em Taiwan ao secretário-geral Xi e a todos os presentes”, afirmou Cheng, presidente do Kuomintang (KMT), o principal partido da oposição taiwanesa.
Em declarações divulgadas pelo KMT no final da reunião, a política, de 56 anos, instou também Pequim a promover a “confiança política mútua” para facilitar o regresso de Taiwan a fóruns como a Organização Mundial da Saúde ou a Organização da Aviação Civil Internacional.













