A China quer trabalhar com “todos os países amantes da paz” e defender as conquistas da Segunda Guerra Mundial, disse ontem o Governo chinês, na apresentação das cerimónias do 80.º aniversário do fim do conflito.
Uma parada militar vai marcar a 3 de Setembro, em Pequim, o fim da Segunda Guerra Mundial na Ásia e a derrota do fascismo. Há 80 anos, com “enormes sacrifícios”, a China ocupou “a principal frente na Ásia na luta contra o fascismo” durante a Segunda Guerra Mundial, num “importante contributo histórico” para a vitória dos Aliados, lembrou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun.
Guo salientou que, naquele período, “muitos países europeus e amigos ofereceram uma assistência valiosa e até deram as suas vidas, e os seus feitos serão sempre recordados pelo povo chinês”.
Até ao momento, “perto 50 líderes, altos responsáveis, enviados à China e amigos de 30 países europeus confirmaram a presença” nestas comemorações no país, refletindo um desejo partilhado de “preservar a memória histórica e defender a paz e a justiça”, indicou.
Questionado sobre a ausência de grandes potências ocidentais, Guo respondeu que a China organiza estes eventos “para recordar a história, homenagear os caídos, valorizar a paz e abrir o futuro”.
O Presidente chinês, Xi Jinping, vai passar em revista as tropas e discursar na praça Tiananmen, num evento que contará com a presença de quase 30 chefes de Estado e de Governo, entre os quais o Presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.
A Segunda Guerra Mundial decorreu paralelamente à invasão da China pelo Japão (1931-1945) e à guerra civil entre nacionalistas e comunistas na China (1927-1949), que estabeleceram uma trégua para lutar contra as tropas japonesas.
A invasão japonesa causou mais de 35 milhões de baixas entre as tropas e civis chineses até 1945, de acordo com Pequim, representando um terço das baixas.
China anuncia presença do líder norte-coreano na parada militar
A China anunciou ontem a presença do líder norte-coreano Kim Jong Un no desfile militar em Pequim que marcará as comemorações dos 80 anos fim da Segunda Guerra Mundial no próximo dia 3 de setembro. Hong Lei, um alto funcionário do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, anunciou a presença do líder norte-coreano numa conferência de imprensa em Pequim, na que será a primeira visita de Kim Jong Un à China desde Janeiro de 2019. Hong Lei também confirmou a presença do Presidente russo, Vladimir Putin, e de seu homólogo iraniano, Massoud Pezeshkian. A agência oficial Xinhua informou que 26 líderes estrangeiros estarão presentes.
Pequim pretende demonstrar ao mundo o seu poderio militar no desfile militar que decorrerá na avenida que contorna a Praça Tiananmen. O desfile encerrará uma sequência de eventos, entre os quais se inclui a cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, que irá decorrer entre 31 de Agosto e 1 de Setembro, em Tianjin (nordeste da China), anunciada como “a maior” desde a fundação da organização em 15 de Junho de 2001.
Os membros da Organização de Cooperação de Xangai incluem, além da República Popular da China, a Rússia, a Índia, o Paquistão, o Irão, a Bielorrússia, o Cazaquistão, o Quirguistão, o Tajiquistão e o Uzbequistão, representando aproximadamente 40% da população mundial. Lusa













