China acusa EUA de violarem direito internacional ao restringir acesso a tecnologia

0
31

A China afirmou ontem que os Estados Unidos “estão a violar gravemente as normas básicas do Direito e das relações internacionais” ao acrescentar 70 empresas chinesas a uma lista de entidades proibidas de aceder a tecnologia norte-americana.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, disse em conferência de imprensa que Washington “prejudica seriamente os direitos e interesses legítimos das empresas e mina a segurança e a estabilidade da produção global e das cadeias de abastecimento”.

“Exortamos os Estados Unidos a deixarem de generalizar o conceito de segurança nacional e a deixarem de politizar, instrumentalizar e militarizar as questões económicas, comerciais e científicas e tecnológicas”, afirmou o porta-voz, acrescentando que a China “se opõe firmemente” a esta medida.

Pequim “tomará as medidas necessárias para salvaguardar firmemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas”, acrescentou o porta-voz, instando os EUA a “deixarem de reprimir injustificadamente as empresas chinesas”.

O Gabinete de Indústria e Segurança do Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou em comunicado, na segunda-feira, que acrescentou 80 empresas da China, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Irão e Taiwan à lista, pelas suas “atividades contrárias à segurança nacional e à política externa” dos Estados Unidos.

Entre as empresas, cerca de 70 são chinesas, incluindo 11 envolvidas em inteligência artificial avançada e desenvolvimento de semicondutores, entre outros domínios, e 27 destacadas por “adquirirem ou tentarem adquirir” componentes dos Estados Unidos para apoiar a modernização das Forças Armadas chinesas. Os nomes das empresas não foram divulgados.

O comunicado sublinhou que a expansão da lista visa “restringir a capacidade do Partido Comunista da China de adquirir e desenvolver capacidades de computação exascale, bem como tecnologias quânticas, para aplicação militar”, e “impedir o desenvolvimento do programa de armas hipersónicas da China”. “Sob a forte liderança do Presidente Donald Trump, o Departamento do Comércio está a tomar medidas decisivas para proteger a América”, afirmou o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, em comunicado.