Lam Lon Wai defende o desenvolvimento de serviços de apoio psicológico com inteligência artificial, sobretudo a criação de uma plataforma que disponibiliza conversa com robots e avaliação psicológica inicial. O deputado propõe ao Governo que recorra à tecnologia de DeepSeek e de megadados para fornecer apoio emocional aos residentes.
Os serviços locais para a saúde mental estão a preocupar o deputado Lam Lon Wai, que veio pedir ao Governo que desenvolva um serviço de apoio psicológico baseado na Inteligência Artificial. A proposta do deputado é que as autoridades lancem uma cooperação interdepartamental e colaboração com empresas tecnológicas e instituições académicas para criar uma plataforma integrada de apoio psicológico.
Segundo abordou o deputado numa interpelação escrita, a tecnologia de Inteligência Artificial está a desenvolver-se rapidamente, em particular a tecnologia avançada de processamento de linguagem natural, o que abriu novas possibilidades para a prestação de serviços de apoio psicológico online “eficientes e convenientes”.
Lam Lon Wai, nesse sentido, apontou que é possível introduzir ou desenvolver uma plataforma de aconselhamento psicológico com recursos a uma tecnologia semelhante ao DeepSeek, modelo de Inteligência Artificial de linguagem de grande porte desenvolvido por uma empresa chinesa e que se tornou viral recentemente.
“Tais plataformas podem fornecer apoio emocional instantâneo e avaliação psicológica preliminar aos residentes através da conversa com robots e, ao mesmo tempo, oferecer aconselhamento psicológico online 24 horas por dia”, propôs.
O deputado salientou que a tecnologia de Inteligência Artificial está cada vez mais popular desde o lançamento de chatbots, como o Chat GPT, em 2022. “Os estudos demonstraram que os assistentes de voz com Inteligência Artificial podem melhorar eficazmente os sintomas de depressão e ansiedade ligeiras a moderadas, reforçando a capacidade de resolução de problemas”, indicou.
Além disso, Lam Lon Wai realçou que a psicoterapia com Inteligência Artificial, como complemento à terapia tradicional, é particularmente adequada para prestar assistência imediata quando há falta de profissionais.
O também vice-director da Escola Secundária Lou Hau lembrou que em Hong Kong foi também desenvolvida uma aplicação de telemóvel gratuita de “Companhia de saúde mental”, criada por uma equipa de estudantes do Centro de Inovação e Empreendedorismo da Universidade de Hong Kong, visando prestar apoio psicológico aos jovens.
De acordo com o legislador, a aplicação de Hong Kong utiliza a análise de megadados e a tecnologia de Inteligência Artificial para monitorizar a qualidade do sono, o ritmo cardíaco, o índice de stress e a utilização de plataformas sociais por parte dos utilizadores da aplicação, para analisar o seu estado de saúde mental, detectar a emoção e fornecer sugestões para pedir ajuda. Já os utilizadores podem ligar-se a uma linha directa 24 horas para obter apoio profissional de assistentes sociais através de pedidos de ajuda na aplicação. Além disso, a aplicação concebeu actividades diárias de registo e meditação como jogos para incentivar os utilizadores a participar na terapia. “O sector considera que esta aplicação pode ajudar os terapeutas a compreender as alterações de emoção dos seus pacientes e a fornecer diagnósticos e tratamentos mais precisos, sendo também propícias à popularidade e aplicação das aplicações no domínio da saúde mental”, afirmou Lam Lon Wai, esperando que Macau desenvolva também um serviço semelhante.
Lam Lon Wai urge, simultaneamente, ao Governo a ponderar como integrar as inovações tecnológicas para lidar e analisar as necessidades da comunidade de forma mais eficiente e directa, tendo em conta a aceleração do desenvolvimento de ‘BigHealth’ por parte do Executivo e o aumento contínuo da procura de apoio psicossocial dos residentes nos últimos anos.











