Os Serviços de Saúde estão em alerta devido ao aumento de casos de metapneumovírus humano na China e ao crescimento da taxa de positividade do vírus. Diante da expectativa de um aumento de infecções respiratórias durante o Inverno e a Primavera, as autoridades reforçaram a importância de medidas preventivas, como a vacinação, hábitos de vida saudáveis e práticas rigorosas de higiene. Os serviços indicaram algumas recomendações para a protecção da saúde colectiva na região.
Os Serviços de Saúde (SS) têm vindo a acompanhar de perto a situação epidemiológica do metapneumovírus humano, dado o recente crescimento de casos registados no interior da China. Embora a situação actual da infecção pelo vírus em Macau seja considerada estável, as autoridades de saúde advertiram que a incidência de infecções respiratórias, incluindo aquelas causadas pelo metapneumovírus humano, pelo vírus influenza e pelo SARS-CoV-2, tenderá a aumentar durante o período de Inverno e Primavera.
De acordo com os dados de monitorização do Laboratório de Saúde Pública, a taxa de positividade de detecção do metapneumovírus humano manteve-se relativamente estável nos últimos anos, com uma média de 6,7% em 2024, um aumento em relação aos 4,6% a 6,1% verificados entre 2021 e 2023. Com a transição para a estação de Inverno, os serviços de saúde notaram uma ligeira subida nos casos de infecções pelo vírus em questão, que subiram de 7% na 47.ª semana para 15,7% na 48.ª semana, caindo posteriormente para 10,3% na 50.ª semana. Em resposta, os SS decidiram reforçar a monitorização do número de doentes atendidos, bem como aumentar a alocação de profissionais de saúde em conformidade com a situação real.
O metapneumovírus humano (HMPV), detectado globalmente desde 2001, é um vírus respiratório comum que circula durante todo o ano, tendo uma maior frequência nas épocas de Primavera. A sua transmissão ocorre predominantemente através de gotículas respiratórias ou contacto com superfícies contaminadas. Os sintomas típicos do HMPV incluem febre, tosse, congestão nasal e dificuldade respiratória. Em casos mais graves, pode levar a bronquiolite ou pneumonia. Geralmente, os sintomas são leves e a recuperação ocorre sem intervenção médica significativa. Contudo, determinados grupos, como bebés, crianças, idosos e pessoas com doenças crónicas, estão em maior risco de desenvolver complicações.
Face ao aumento previsto de infecções respiratórias, os SS apelam a todos os residentes que mantenham a vigilância e adotem medidas preventivas. Entre as recomendações, destaca-se a vacinação anual contra a gripe sazonal e a recepção atempada das vacinas recomendadas contra a COVID-19.
No âmbito da higiene pessoal, recomenda-se que cada indivíduo mantenha práticas rigorosas, como a lavagem frequente das mãos, a utilização de lenços de papel para cobrir a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, e o manuseio cuidadoso das secreções respiratórias. Também é importante garantir boa ventilação dos espaços, evitar aglomerações, e utilizar máscara quando se apresentem sintomas gripais ou quando se cuide de doentes. Em caso de sinais de doença, é aconselhável consultar um médico e guardar repouso em casa.











