Número de visitantes estrangeiros mais do que duplicou após China adoptar isenção de vistos

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O número de estrangeiros que entraram na China mais do que duplicou nos primeiros seis meses do ano, para 14,64 milhões, depois de Pequim ter adotado uma política de isenção de vistos para turistas oriundos de vários países.

 

No total, 14,64 milhões de estrangeiros visitaram o país no primeiro semestre do ano, um aumento de 152,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Administração Nacional de Imigração divulgados. O número de entradas sem visto ultrapassou os 8,5 milhões, representando 58% das viagens de entrada e um aumento de 190% em relação ao ano anterior, segundo a mesma fonte.

Mas o número de visitantes estrangeiros ainda está aquém dos níveis pré-Covid, quando 15,53 milhões de viajantes estrangeiros visitaram o país no primeiro semestre de 2019.

Com o país a enfrentar uma queda no turismo interno em resultado da economia em desaceleração, a China tem vindo a aumentar gradualmente o número de países cujos cidadãos podem entrar em território chinês sem visto até 15 dias para negócios, turismo e visitas familiares.

As novas regras de isenção de vistos abrangem mais de uma dúzia de países da Europa, bem como a Austrália e Nova Zelândia.

Outros 23 países beneficiam de isenções mútuas de visto, incluindo a Tailândia, que foi acrescentada à lista este ano. Os cidadãos de Singapura e da Malásia podem visitar o país por um período máximo de 30 dias de cada vez.

Portugal não é abrangido por aquela medida, algo que permanece uma incógnita para a diplomacia portuguesa. O embaixador português em Pequim, Paulo Nascimento, disse à agência Lusa “não entender” o critério.

O país também alargou a sua política de trânsito sem vistos a 54 países em novembro último. Os cidadãos destes países podem permanecer até 144 horas em Pequim, Xangai e 20 outras cidades se tiverem um bilhete válido para outro país. Portugal é abrangido por esta política. Existem outras excepções para os passageiros de navios de cruzeiro que façam escala.

A Administração Nacional de Imigração afirmou ter processado um total de 287 milhões de viagens de entrada e de saída nos primeiros seis meses de 2024, o que representa um aumento de 70,9% em relação ao ano anterior.

Entre estas, 137 milhões de viagens foram efectuadas por residentes do continente, 121 milhões por residentes de Hong Kong, Macau e Taiwan e 29,2 milhões por estrangeiros.

Foram também introduzidas várias medidas para facilitar as viagens dos visitantes internacionais. Estas medidas incluem a flexibilização das restrições que permitem aos visitantes utilizar as carteiras digitais do Alipay e Wechat com contas ou cartões bancários estrangeiros – um grande problema no passado, porque a maioria dos estabelecimentos comerciais não aceita dinheiro ou os principais cartões internacionais, como o Visa ou o Mastercard. Lusa