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      InícioGrande ChinaVinte ONG pedem à China que retire apoio ao macro-pipeline Uganda-Tanzânia

      Vinte ONG pedem à China que retire apoio ao macro-pipeline Uganda-Tanzânia

      Quase uma vintena de organizações não-governamentais (ONG) pediram ao Presidente chinês, Xi Jinping, que retire o apoio à polémica construção de um macrogasoduto entre o Uganda e Tanzânia, devido aos riscos ambientais e socioeconómicos do projecto.

      A construção do Oleoduto de Petróleo Bruto da África Oriental (EACOP), que será o oleoduto de petróleo bruto aquecido mais longo do mundo, obteve o apoio de Xi, disse o Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, em abril passado.

      No entanto, num comunicado enviado à agência noticiosa espanhola EFE, as 19 ONG ugandesas e tanzanianas sustentam que o EACOP “ameaça a segurança e os meios de subsistência de milhões de pessoas e, através da sua inevitável exacerbação da crise climática, representa um risco significativo para a segurança e estabilidade de toda a região e do mundo”.

      As organizações denunciaram que muitas comunidades “foram deslocadas à força das suas terras ancestrais e receberam compensações injustas que não reflectem o valor real do que perderam”.  “Por sua vez, as comunidades sofreram um aumento dos níveis de insegurança alimentar e não puderam aceder a serviços básicos como a educação e os cuidados de saúde”, afirmaram as ONG, que temem igualmente o risco de derrames de petróleo e de danos ambientais duradouros, incluindo em importantes fontes de água e zonas húmidas.

      Alertaram também para a “crise socioeconómica” em muitas comunidades causada pelas perturbações nos seus meios de subsistência e instituições culturais. “Apelamos respeitosamente ao Presidente Xi para que reconsidere o seu apoio ao projeto” e aos projetos de exploração petrolífera envolvendo empresas chinesas, sublinham as ONG.

      Um desses projectos, o campo Kingfisher, nas margens do Lago Alberto, no lado ugandês, é operado e parcialmente detido pela empresa petrolífera chinesa CNOOC. Nessa zona, afirmaram, as comunidades afetadas “partilharam histórias de extrema violência e repressão” por parte do exército ugandês destacado para defender o projeto Kingfisher.

      Para se tornar um produtor de petróleo, o Uganda iniciou a construção de um macro-pipeline de 1.450 quilómetros desde o oeste do país até ao porto tanzaniano de Tanga, no Oceano Índico, com financiamento da empresa francesa Total e da CNOOC.

      As multinacionais comprometeram-se a contribuir com 10.000 milhões de dólares (9.120 milhões de euros) para todo o projeto, que, para além da construção, inclui aspetos como o transporte e a comercialização do petróleo bruto.

      O Uganda aspira a exportar petróleo desde 2006, quando geólogos descobriram a quarta maior reserva de crude da África subsariana em torno do Lago Alberto, na fronteira com a República Democrática do Congo, e espera ter o seu oleoduto pronto em 2025.

       

       

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau