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      Alto oficial do Exército chinês enaltece em Moscovo fortes laços bilaterais  

       

      Um alto oficial do Exército chinês enalteceu ontem em Moscovo os fortes laços bilaterais, durante uma visita que salientou a crescente aproximação no âmbito da Defesa entre China e Rússia.

       

      O general Zhang Youxia, o segundo oficial de mais alto escalão das Forças Armadas chinesas e vice-presidente da Comissão Militar Central, afirmou que as relações entre Rússia e China estão “ao mais alto nível na nova era”. Pequim e Moscovo estão “invariavelmente a apoiar-se mutuamente em questões de interesse fundamental e preocupações essenciais”, sublinhou.

      A China afirmou ser neutra no conflito na Ucrânia e querer desempenhar o papel de mediador, mas mantém uma relação “sem limites” com a Rússia e culpou o alargamento da NATO pelo conflito. A Rússia, por sua vez, tem manifestado continuamente o seu apoio a Pequim em questões relacionadas com Taiwan.

      O Presidente chinês, Xi Jinping, visitou Moscovo em março passado para reforçar os laços e o Presidente russo, Vladimir Putin, deslocou-se a Pequim no mês passado para uma cimeira sobre a iniciativa chinesa de infraestruturas Faixa e Rota. Putin deve reunir-se com Zhang, segundo o Kremlin.

      Durante as conversações com o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, Zhang saudou o “modelo de confiança estratégica e de cooperação mutuamente benéfica” entre Moscovo e Pequim e referiu que a sua visita se destina a ajudar a promover a cooperação militar.

      Shoigu afirmou que os laços militares entre a Rússia e a China não visam países terceiros. “Ao contrário de certos países ocidentais agressivos, não estamos a criar um bloco militar”, afirmou, acrescentando que os laços mútuos “constituem um exemplo de interação estratégica baseada na confiança e no respeito”. “Realizamos regularmente exercícios operacionais e de combate em terra, no ar e no mar, e cumprimos com êxito missões de treino de combate de vários níveis de complexidade, ombro a ombro”, disse Shoigu. “Todas estas acções não visam países terceiros e são realizadas exclusivamente no interesse de cada um”, acrescentou. O responsável convidou Zhang a discutir “novas medidas para expandir a cooperação na esfera da Defesa e das questões internacionais”.

      As trocas comerciais entre a China e a Rússia aumentaram 34,3% no ano passado, permitindo a Moscovo atenuar os efeitos das sanções impostas pelo Ocidente na sequência da ofensiva militar russa no território ucraniano.

      Pequim divulgou um plano de paz em fevereiro passado que foi amplamente rejeitado pelos aliados da Ucrânia, que insistem que as forças russas devem primeiro retirar-se do território ucraniano.

      Apenas uma semana antes do início da guerra na Ucrânia, Xi Jinping e o homólogo russo, Vladimir Putin, declararam, em Pequim, uma amizade “sem limites”.

      A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de Fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau