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      Pequim diz a Henry Kissinger que é impossível conter a ascensão da China

      O mais alto diplomata da China, Wang Yi, considerou ontem “impossível cercar ou conter” a China, durante um encontro com o antigo secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger em Pequim.

       

      Wang Yi considerou “impossível cercar ou conter” a China, durante um encontro com o antigo secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger em Pequim. “O desenvolvimento da China tem uma forte dinâmica intrínseca e uma lógica histórica inevitável. É impossível tentar transformar a China e é ainda mais impossível cercá-la e contê-la”, disse o diretor do Gabinete da Comissão para as Relações Externas do Partido Comunista da China.

      Saudando a “amizade estabelecida com velhos amigos da China”, Wang agradeceu a Kissinger pelas suas “contribuições históricas para o degelo das relações entre a China e os Estados Unidos”.

      “A política da China em relação aos Estados Unidos manteve-se e segue as diretrizes fundamentais propostas pelo Presidente Xi Jinping: respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação mutuamente benéfica”, afirmou. “Estas três diretrizes são fundamentais e de longo prazo, e constituem o caminho certo para a China e os Estados Unidos, dois grandes países, se darem bem”, disse o diplomata chinês.

      Wang Yi acrescentou que a “política dos EUA em relação à China precisa de sabedoria diplomática ao estilo de Kissinger e de coragem política ao estilo de Richard Nixon”, referindo-se ao ex-presidente dos EUA, que estabeleceu relações diplomáticas com a República Popular.

      Kissinger, que foi assessor de Segurança Nacional e secretário de Estado de Richard Nixon (1969-1974) e Gerald Ford (1974-1977), é considerado o arquiteto da normalização das relações com a China. O antigo político norte-americano continuou, nas últimas décadas, a visitar a China, onde reuniu por várias vezes com Xi Jinping.

      A abertura de Washington à China, então isolada, propiciou o início da transformação económica do país asiático, hoje a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

      Laureado com o Prémio Nobel da Paz, Kissinger fez fortuna a assessorar empresas que investem na China e alertou contra uma política mais dura dos EUA em relação a Pequim.

      A visita não anunciada de Kissinger coincide com a presença na China do enviado especial dos EUA para os Assuntos Climáticos, John Kerry, que também foi secretário de Estado, entre 2013 e 2017, durante parte do mandato presidencial de Barack Obama.

      Também o actual secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, visitaram recentemente Pequim, visando impulsionar a relação bilateral, que atravessa o pior momento, desde o estabelecimento das relações bilaterais, em 1979, face a uma prolongada guerra comercial e diferendos em torno da soberania do Mar do Sul da China, o estatuto de Taiwan ou questões de Direitos Humanos. Lusa

       

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      Redacção do Ponto Final Macau