China autoriza importação de grãos de café e bananas das Honduras

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A China aprovou ontem a importação de grãos de café e bananas das Honduras, depois de o país centro-americano ter estabelecido relações diplomáticas com Pequim, em detrimento de Taiwan.

Segundo uma nota difundida pela Administração Geral das Alfândegas do país asiático, os requisitos fitossanitários para a entrada desses produtos hondurenhos no mercado chinês foram estabelecidos após negociações, realizadas no âmbito da visita à China realizada pela presidente hondurenha, Xiomara Castro.

A autorização tem “efeito imediato” para todos os grãos de café e bananas das Honduras que “cumpram os requisitos pertinentes”, informaram as alfândegas.

Castro e o Presidente chinês, Xi Jinping, assinaram 22 acordos na segunda-feira, visando aprofundar as relações bilaterais entre os dois países. Castro iniciou a visita à China na cidade de Xangai, onde no sábado formalizou a candidatura hondurenha para ingressar no Novo Banco de Desenvolvimento – entidade financeira do bloco de economias emergentes BRICS – durante uma reunião com a presidente do banco, a ex-presidente brasileira Dilma Rousseff. “Acreditamos que podemos ter aqui todas as possibilidades para encontrar mecanismos que nos permitam desenvolver a nossa economia, bem como encontrar aliados permanentes que nos permitam dar uma qualidade de vida diferente ao nosso povo”, disse a presidente hondurenha.

No domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros das Honduras, Eduardo Enrique Reina, e o seu homólogo chinês, Qin Gang, inauguraram oficialmente a embaixada das Honduras na China.

As Honduras e a China anunciaram o estabelecimento de relações diplomáticas em 26 de Março, horas depois de o país centro-americano oficializar o rompimento das relações que mantinha com Taiwan desde 1941.

O país centro-americano e Taiwan mantiveram uma relação de cooperação nos âmbitos militar, educação e economia. Taipé financiou projetos de ajuda técnica e agrícola, além de hospedar centenas de bolsistas hondurenhos nas suas universidades.

A ruptura das relações com Taiwan por parte das Honduras reduziu para 13 o número de países com os quais Taipé mantém relações diplomáticas oficiais, e tornou a nação centro-americana o nono país – e o quinto latino-americano – que desde 2016 cortou os laços com a ilha para estabelecer relações com Pequim.