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      China pode repor normalidade pré-pandemia a partir de Março de 2023, diz especialista

      O epidemiologista chinês Zhong Nanshan prevê que a China possa repor a normalidade do quotidiano pré-pandemia por volta do segundo trimestre de 2023, de acordo com declarações à imprensa.

      Face à crescente propagação do novo coronavírus, após as autoridades terem posto fim à estratégia ‘zero Covid’, Zhong usou como exemplo o actual surto em Cantão, adiantando que o pico no número de casos diários na cidade vai ser atingido entre o final de Janeiro e meados de Fevereiro.

      Aquele período coincide com o Ano Novo Lunar. A principal festa das famílias chinesas, equivalente ao natal nos países ocidentais, regista, tradicionalmente, a maior migração interna do planeta, com centenas de milhões de chineses a regressarem à terra natal.

      O epidemiologista recomendou aos cidadãos que recebam doses de reforço das vacinas contra a Covid-19, para aumentar o nível de protecção antes daquele período.

      Zhong também pediu às pessoas que continuem a usar máscaras e que não comprem quantidades excessivas de remédios para combater a febre, como ocorreu recentemente em várias cidades do país, resultando numa escassez de suprimentos nas farmácias e hospitais.

      Nos últimos dias, a imprensa oficial começou a minimizar o risco da variante Ómicron através de artigos e entrevistas com especialistas, numa súbita mudança de narrativa que acompanha o relaxamento de algumas das medidas mais rígidas da política de ‘zero casos’ de Covid-19, que vigorou no país ao longo de quase três anos.

      As autoridades afirmaram que estão reunidas as “condições” para que o país “ajuste” as suas medidas nesta “nova situação”, em que o vírus causa menos mortes, e anunciaram um plano para acelerar a vacinação entre os idosos, um dos grupos mais vulneráveis, mas ao mesmo tempo mais relutante em ser inoculado.

      O país aboliu, na semana passada, testes em massa, quarentena em instalações designadas, para casos positivos e contactos diretos, e a utilização de aplicações de rastreamento de contactos. Isto ocorreu depois de protestos em várias cidades da China contra a estratégia de ‘zero casos’ de Covid-19.

      Embora tenha sido recebido com alívio, o fim da estratégia ‘zero Covid’ suscita também preocupações. Com 1.400 milhões de habitantes, a China é o país mais populoso do mundo. A estratégia de ‘zero casos’ significa que a esmagadora maioria da população chinesa carece de imunidade natural. Pequim recusou também importar vacinas de RNA mensageiro, consideradas mais eficazes do que as inoculações desenvolvidas pelas farmacêuticas locais Sinopharm e Sinovac.

      A remoção das restrições poderá desencadear uma onda de casos sem paralelo este Inverno, sobrecarregando rapidamente o sistema de saúde do país, de acordo com as projecções elaboradas pela consultora Wigram Capital Advisors, que forneceu modelos de projeção a vários governos da região, durante a pandemia. Um milhão de chineses poderá morrer com Covid-19 durante os próximos meses de Inverno, de acordo com a mesma projecção.

      Especialistas advertiram, no entanto, que ainda há possibilidades de o Partido Comunista reverter o curso e reimpor restrições, caso ocorra um surto em grande escala.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau