Governo considerou questões de índole económica na escolha dos 41 passaportes autorizados a entrar em Macau

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FOTOGRAFIA EDUARDO MARTINS ARQUIVO

No dia em que as autoridades sanitárias anunciaram a descida do preço dos testes de ácido nucleico para 45 patacas, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus assumiu que um dos pressupostos para a escolha dos 41 passaportes autorizados a entrar na RAEM tem a ver “com economia florescente” desses países ou regiões. Mais de 10 mil pessoas já receberam a quarta dose de reforço de vacina contra a Covid-19.

 

O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus admitiu ontem, durante a habitual conferência de imprensa semanal sobre o ponto de situação da pandemia no território, que questões de índole económica tiveram forte impacto na decisão do Governo de permitir entrada em Macau de estrangeiros que tenham passaportes de uma lista de 41 países. “A situação epidémica está a atenuar, por isso, para ajudar na recuperação da economia de Macau decidimos escolher esses países que são territórios com uma situação económica florescente. Trata-se de uma fase experimental”, afirmou a chefe substituta da Divisão da Promoção de Saúde, Wong Weng Man, aos jornalistas.

Instada a comentar o facto de não estarem na lista países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste, bem como as Filipinas, Indonésia e Vietname, territórios com muitos nacionais radicados em Macau, a responsável dos Serviços de Saúde não desenvolveu muito. “A escolha também recaiu em passaportes que têm algumas facilidades de entrada em Hong Kong. Em relação à comunidade filipina ou indonésia, já existe um esquema vigente de entrada em Macau, mediante autorização prévia”, lembrou, acrescentando, em jeito de promessa, que “gradualmente vamos abrir para titulares de outros passaportes”, até porque o Governo continua “a analisar a situação epidémica em todo o mundo”.

Outra das novidades revelada aos jornalistas prende-se com a baixa do preço dos testes de ácido nucleico que passaram a custar 45 patacas. A ideia, garantiu a chefe substituta da Divisão da Promoção de Saúde, passa por “manter margem de negociação para baixar ainda mais esse valor”.

As autoridades sanitárias voltaram a relembrar os jornalistas que, em matéria de restrições pandémicas, a bitola a ser seguida está intimamente ligada com as decisões que são tomadas na China continental. “Nós seguimos as regras do interior da China e avaliamos a situação pandémica de uma forma dinâmica. Sempre que ocorrerem novidades, nós divulgamos”, disse Wong Weng Man, em resposta a uma pergunta que procurou saber quando é que o Governo estaria disponível para reduzir a observação médica para menos dias.

 

MAIS DE 10 MIL JÁ RECEBERAM A QUARTA DOSE DE VACINA CONTRA A COVID-19

 

Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 1.492.975 doses de vacinas contra a Covid-19. 623.502 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 26.665 indivíduos, 290.760 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses, sendo que 295.939 pessoas já foram vacinadas com a terceira dose e 10.138 já receberam a quarta inoculação. A percentagem da população vacinada, pelo menos com uma dose, é de 91,26%.

Nas últimas 24h, ocorreu uma notificação de evento adverso (um evento adverso ligeiro e nenhum grave, tendo sido um caso relacionado com a vacina inactivada da chinesa Sinopharm e nenhum caso da vacina mRNA da germânica BioNTech). Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 5.347 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (5.333) considerados adversos ligeiros e apenas 14 graves. Um total de 296 pessoas em Macau foram inoculadas com outros tipos de vacinas (126 na primeira dose, 78 na segunda dose e 92 na terceira dose).

 

PONTO FINAL