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      China ameaça tomar “medidas fortes e determinadas” se Pelosi visitar Taiwan

      A China afirmou ontem que vai tomar medidas “fortes e determinadas” caso a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, visite Taiwan, a ilha reivindicada por Pequim, apesar de operar como entidade política soberana.

      A visita “minaria gravemente a soberania e a integridade territorial da China e teria grave impacto na base política da relação entre China e Estados Unidos, ao enviar um sinal muito errado às forças independentistas de Taiwan”, disse o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Zhao Lijiang, em conferência de imprensa. “Caso os EUA insistam em seguir o caminho errado, a China vai tomar medidas fortes e decididas, visando salvaguardar a sua soberania e integridade territoriais”, acrescentou.

      O jornal britânico Financial Times avançou ontem que Pelosi está a planear visitar Taiwan no próximo mês. A confirmar-se, seria a primeira visita de um líder do Congresso norte-americano ao território nos últimos 25 anos. Pelosi tinha originalmente planeado a visita para abril passado, mas acabou por adiar, depois de ter testado positivo para a covid-19.

      A viagem decorre numa altura em que a relação entre Estados Unidos e China atravessa o pior momento desde que os países normalizaram as relações diplomáticas, em 1979, e Washington passou a reconhecer a liderança em Pequim como o único governo legítimo de toda a China, rompendo os contactos oficiais com Taipé. No entanto, os Estados Unidos continuam a ser o maior aliado e fornecedor de armas de Taiwan.

      A ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de o Partido Comunista tomar o poder no continente em 1949, assume-se como República da China, e funciona como uma entidade política soberana. No entanto, Pequim considera-a uma província sua e ameaça usar a força caso declare independência.

      Nos últimos dias, Pequim também aumentou a retórica sobre as vendas de armas feitas pelos Estados Unidos a Taiwan e exigiu o cancelamento de um acordo no valor de cerca de 108 milhões de dólares, que aumentaria as chances de sobrevivência das forças armadas da ilha nunca eventual guerra contra a China.

      A China tem o maior exército permanente do mundo, com uma marinha cada vez mais sofisticada e milhares de mísseis apontados para os 180 quilómetros de largura do Estreito de Taiwan. “O Exército de Libertação Popular [as Forças Armadas chinesas] impedirá resolutamente qualquer forma de interferência de forças externas e conspirações separatistas de Taiwan”, disse o ministério da Defesa, num comunicado ontem divulgado.

      A viagem decorre numa altura em que a relação entre Estados Unidos e China atravessa o pior momento desde que os países normalizaram as relações diplomáticas, em 1979, e Washington passou a reconhecer a liderança em Pequim como o único governo legítimo de toda a China, rompendo os contactos oficiais com Taipé. Nos últimos anos, as incursões de aviões militares chineses na zona de defesa aérea da ilha intensificaram-se. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau