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      Entrada de domésticas não residentes requer taxa de vacinação de idosos e crianças superior a 90%

      Aumentar a taxa de vacinação de idosos e crianças é uma das pré-condições para permitir a entrada na RAEM de empregados domésticos não residentes vindos do estrangeiro. A chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde, Leong Iek Hou, acredita que a percentagem de vacinação de 90% desses dois grupos de pessoas é o limite mínimo para o efeito, uma vez que os trabalhadores domésticos têm principalmente contactos com idosos e crianças.

      A chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde, Leong Iek Hou, salientou ontem que as autoridades têm de assegurar que a maioria dos idosos e crianças estão vacinados antes de autorizarem a entrada de trabalhadores não residentes. Apesar de não revelar uma percentagem exacta por “não existir um padrão”, a responsável disse que a taxa de vacinação desses dois grupos de pessoas deve atingir pelo menos 90% para avançar a entrada de trabalhadores domésticos não residentes.

      Na conferência de imprensa de ontem do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, Leong Iek Hou indicou que a abertura das fronteiras para empregados domésticos estrangeiros não depende apenas do aumento da taxa de vacinação em geral. A responsável justificou com o facto de os trabalhadores domésticos lidarem habitualmente com idosos e crianças. “A taxa de vacinação dos referidos dois grupos ainda está relativamente baixa. Para reduzir o risco de infecção nas famílias, é necessário assegurar uma taxa o mais elevada possível”, explicou.

      Recorde-se que, em declarações aos jornalistas no passado sábado à margem de uma iniciativa de extensão da administração de vacinas, o director dos Serviços de Saúde afirmou que as autoridades vão ponderar permitir aos empregados domésticos que venham para Macau apenas quando houver uma barreira de imunidade comunitária mais alta. Alvis Lo observou que a origem da importação de trabalhadores domésticos é de zonas actualmente com alto risco, como as Filipinas e o Vietname. Adicionalmente, o número de quartos de hotel para observação médica no território é limitado, pelo que a disponibilidade de vagas para quarentena deve dar prioridade aos residentes de Macau, segundo Alvis Lo.

      Leong Iek Hou adiantou ainda que a principal consideração é proteger os idosos e as crianças para que não sejam infectados ou fiquem com sintomas graves caso o empregado de casa tenha testado positivo.

      Além disso, quanto às vacinas mRNA para crianças de 5 a 11 anos de idade, as autoridades de saúde frisaram que ainda estão a acertar a data de entrega com a entidade fornecedora, e esperam que possam chegar a Macau ainda este mês.

      Ao ser questionada se iria haver uma eventual redução nos preços dos testes de ácido nucleico, Leong Iek Hou destacou que tem discutido continuamente o assunto com as instituições relacionadas, mas sem sucesso devido ao custo da prestação de serviços de amostragem e exames laboratoriais.

      “No entanto, há várias instituições que submeteram os pedidos para fornecer serviços de amostragem e realização de testes de ácido nucleico em Macau. Estamos actualmente a apreciar os pedidos e esperamos promover a existência de mais entidades médicas a servir o público, de forma a melhorar a capacidade de testagem local e introduzir concorrência para reduzir ainda mais o preço de testes”, realçou.

      No que toca à validade do resultado negativo de teste de ácido nucleico para a passagem da fronteira de Zhuhai para entrar em Macau, que se mantém em 24 horas, a médica reiterou que as autoridades da RAEM só vão negociar com as autoridades do Continente quando não for registado qualquer caso de infecção comunitário em Zhuhai ao longo de sete dias consecutivos, no sentido de alivar o prazo de validade para 48 horas.