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      Início Grande China Infecções na China aumentam levando a restrições no acesso a Xangai

      Infecções na China aumentam levando a restrições no acesso a Xangai

      Um surto do coronavírus SARS-CoV-2 no nordeste da China fez ontem triplicar as infecções e as autoridades chinesas intensificam medidas de controlo da doença, como a suspensão do transporte de autocarro para Xangai.

       

      Embora seja baixo o número de casos de covid-19 na China comparado com o de outros países, o país enfrenta o pior surto da doença em dois anos, mantendo uma estratégia de “tolerância zero” que encerra temporariamente cidades para isolar pessoas infectadas, apesar do custo económico que acarreta.

      Segundo dados do governo, 1.938 novos casos foram registados na parte continental da China nas 24 horas anteriores à meia-noite de sábado, mais do triplo do total do dia anterior. Cerca de três quartos (1.412 casos) ocorreram na província de Jilin, no nordeste da China, onde o acesso à metrópole industrial de Changchun foi suspenso na sexta-feira e as famílias foram instruídas a ficar em casa. Em Hong Kong, o governo do território registrou 15.789 novos casos, quase metade do total de sábado. A líder do território, Carrie Lam, alertou sábado para a possibilidade de não ter ainda passado o pico deste último surto de covid-19.

      A China, onde os primeiros casos de coronavírus foram detetados no final de 2019 na cidade central de Wuhan, registou um total de 4.636 mortes desde o início da pandemia, de 115.466 infecções confirmados.

      Ontem, 831 novos casos foram registados em Changchun, 571 na capital da província vizinha de Jilin, 150 na cidade portuária oriental de Qingdao e 60 em Shenzhen, um centro de negócios adjacente a Hong Kong.

      As autoridades de Jilin estão a intensificar as medidas de combate à doença depois de concluírem que a resposta anterior estava a ser inadequada, segundo o vice-diretor da Comissão de Saúde provincial, Zhang Yan. “O mecanismo de resposta de emergência em algumas áreas não é suficientemente sólido”, afirmou Zhang numa entrevista coletiva, de acordo com uma transcrição divulgada pelo governo chinês.

      Em Xangai, a cidade mais populosa da China, com 24 milhões de habitantes, o aumento do número de casos no último surto de covid-19 foi de 15, para 432. O governo da cidade ordenou que ninguém saia de casa a menos que seja necessário e o serviço de autocarro intermunicipal foi ontem suspenso.

      “Aqueles que vêm ou retornam a Xangai devem ter um relatório negativo de teste de ácido nucleico dentro de 48 horas antes da chegada”, lê-se num comunicado das autoridades de saúde da cidade, citado pela Associated Press.

      Também ontem, alguns moradores de Cangzhou, no sul de Pequim, receberam ordem para ficar em casa após terem sido registados nove casos de infecção por covid-19, segundo um aviso do governo chinês.

      Os nove milhões de habitantes da cidade de Changchun, recorde-se, foram colocados em confinamento na sexta-feira. Devido à gravidade da situação, apenas uma pessoa por agregado familiar está autorizada a sair uma vez em cada dois dias, sendo este o segundo maior confinamento decretado pela China, depois daquele que ocorreu no final do ano passado na cidade de Xi’an (norte) e que confinou 13 milhões de pessoas. Lusa

       

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau