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      Início Grande China UE exorta China a pressionar Rússia para “parar ataque sem precedentes”

      UE exorta China a pressionar Rússia para “parar ataque sem precedentes”

       

      A diplomacia da União Europeia (UE) exortou ontem a China a pressionar a Rússia a parar com o “ataque sem precedentes contra a integridade territorial e a soberania” da Ucrânia, dada a relação próxima entre Pequim e Moscovo.

       

      “O que estamos a dizer à China, especialmente no contexto da actual situação da guerra de Putin contra a Ucrânia, é que a chave é pressionar a Rússia a parar esta agressão, este ataque sem precedentes contra a integridade territorial e a soberania de um país”, declarou o porta-voz principal da UE para os assuntos externos, Peter Stano.

      Questionado sobre a relação de Pequim e Moscovo em altura de confronto armado na Ucrânia, causado pela invasão russa, Peter Stano argumentou que “a China tem o potencial de chegar a Moscovo devido à relação” de proximidade de ambos. “Gostaríamos que a China usasse a sua influência para pressionar um cessar-fogo e para obrigar a Rússia a parar com os brutais bombardeamentos e matanças de civis sem precedentes na Ucrânia”, referiu o porta-voz.

      Peter Stano disse ainda que o alto representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, “tem estado e estará em contacto com o seu homólogo chinês para o conseguir” e para discutir “quais as ações conjuntas que poderiam ser feitas para que esta agressão injustificada acabe”.

      O Ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, disse ontem que Pequim “já está a mediar” o conflito na Ucrânia e que vai fazer esforços para oferecer assistência humanitária, o que “não deve ser politizado”. “A paz e o diálogo devem ser promovidos e a China já fez alguns esforços nesse sentido”, afirmou Wang Yi, numa conferência de imprensa paralela à sessão anual da Assembleia Nacional Popular, o órgão legislativo máximo da China. “Houve duas rondas de negociações e esperamos que haja uma terceira. Quanto mais divergências há, maior a necessidade de se sentarem para negociar”, disse.

      Wang Yi disse também que a Rússia é o “parceiro estratégico mais importante” de Pequim, numa altura em que o seu país recusa condenar a invasão da Ucrânia. Wang disse que os laços entre Pequim e Moscovo constituem uma das relações bilaterais “mais cruciais do mundo”. “Não importa quão perigoso é o cenário internacional, vamos manter o nosso foco estratégico e promover o desenvolvimento de uma parceria abrangente China – Rússia na nova era”, disse o governante chinês, numa conferência de imprensa paralela à sessão anual da Assembleia Nacional Popular, o órgão legislativo máximo da China. “A amizade entre os dois povos é firme como uma rocha”, acrescentou.

      Pequim tem mantido uma posição ambígua em relação à invasão russa da Ucrânia. Por um lado, defendeu que a soberania e a integridade territorial de todas as nações devem ser respeitadas – um princípio de longa data da política externa chinesa e que pressupõe uma postura contra qualquer invasão -, mas ao mesmo tempo opôs-se às sanções impostas contra a Rússia e apontou a expansão da NATO para o leste da Europa como a raiz do problema. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau