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      Início Grande China Relatório anual de Hengqin revela crescimento de dois dígitos em indicadores económicos

      Relatório anual de Hengqin revela crescimento de dois dígitos em indicadores económicos

      Com a entrada no Ano do Tigre, o primeiro relatório anual da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin foi divulgado pelas autoridades chinesas. Conforme as estatísticas actualizadas, a economia de Hengqin está a funcionar a um ritmo “geralmente estável”, embora a taxa de crescimento tenha desacelerado. Em 2021, o PIB da Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin mostrou um crescimento de 8,5% em comparação com o ano anterior. O professor da Faculdade de Comércio Internacional da Universidade de Jinan, Wang Sen, frisou que os ventos de proa do comércio externo aceleraram consideravelmente, o que significa que os fundamentos da economia de Hengqin orientada para a economia exterior foram inicialmente completados, acreditando que, no futuro, ainda existe margem para um desenvolvimento maior.

       

      Chegado ao fim o Ano do Boi e com o início do Ano do Tigre as autoridades chinesas decidiram divulgar o primeiro relatório estatístico anual referente à Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. No período acumulado de Janeiro a Dezembro de 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) da Zona em Hengqin ascendeu a 45,463 mil milhões de renminbis, representando um crescimento anual de 8,5%, que foi, respectivamente, 0,4%, 0,5% e 1,6% superior ao de toda a China Continental, província de Guangdong e município de Zhuhai. A taxa média de crescimento ao longo dos dois últimos anos foi de 6,3%. Em 2021, as receitas do orçamento público geral da Zona ascenderam a 10,868 mil milhões de renminbis, o que representa um crescimento anual de 14,3%.

      Ao longo dos 12 meses do ano passado, o desempenho económico da Zona de Cooperação Aprofunda em Hengqin foi “geralmente estável”, mas a taxa de crescimento dos principais indicadores económicos diminuiu devido a vários factores, tais como o aumento gradual da base de comparação do mesmo período do ano anterior e conflictos de oferta sobrepostos e expectativas enfraquecidas. No entanto, é de notar que vários indicadores económicos na Zona de Hengqin registaram taxas de crescimento de dois dígitos. Por exemplo, o volume de importações e exportações de comércio externo na Zona atingiu 31,466 mil milhões de renminbis, representando um aumento de 53,3% numa base anual, enquanto que o volume de liquidação transfronteiriça de RMB aumentou 47,9% numa base anual. Assim, o valor acrescentado da indústria transformadora aumentou 16,1% numa base anual, os saldos dos depósitos em moeda chinesa e estrangeira nas instituições bancárias nacionais e estrangeiras aumentaram 15,1% numa base anual, e os saldos dos empréstimos em moeda chinesa e estrangeira de instituições bancárias estrangeiras e nacionais aumentaram 32,7%.

      O professor da Faculdade de Comércio Internacional da Universidade de Jinan, Wang Sen, reiterou que o objectivo principal da construção de Hengqin é o de promover a diversificação das indústrias de Macau. “É normal que o desempenho geral tenha sido inferior ao esperado devido às mudanças no ambiente internacional e ao impacto da Covid-19”, referiu o académico. Porém, Wang Sen considera que a aceleração significativa no crescimento de comércio exterior foi um sinal de que os fundamentos da economia de Hengqin orientada para o exterior “foram inicialmente completados”, acreditando que ainda existe potencial para um maior desenvolvimento no futuro.

       

      Desenvolvimento acelerado

       

      Em 2021, a indústria financeira, sendo uma das áreas privilegiadas no âmbito da construção da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin, atraiu mais atenção e desenvolveu-se a um ritmo acelerado. De Janeiro a Dezembro do ano passado, o volume de liquidações transfronteiriças na Zona foi de 232,118 mil milhões de renminbis, equivalente a uma subida de 47,9% em relação ao ano anterior. O académico lembrou que o projecto-piloto para liquidações do comércio transfronteiriço em renminbi foi lançado em 2009, tendo Guangzhou, Shenzhen, Zhuhai e Dongguan como cidades-piloto, em Guangdong, e Macau como região-piloto fora da jurisdição. “Como um dos primeiros postos-piloto para a liquidação do comércio transfronteiriço em renminbi, Hengqin possui uma vantagem geográfica estratégica particular, equipando um conjunto exclusivo de políticas de apoio”, indicou Weng Sen.

      Para o professor de comércio internacional, a indústria financeira moderna é um elemento importante no âmbito de construção da Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin. No que toca ao desenvolvimento financeiro, as três zonas francas (FTZ) de Guangdong, designadamente, Nansha (Guangzhou), Qianhai (Shenzhen) e Hengqin (Zhuhai) têm as suas próprias características, o que facilitou um desenvolvimento sólido dos serviços financeiros especiais em Hengqin, referiu Wang Sen.

      Além disso, o comércio externo na zona de cooperação de Hengqin registou também um rápido desenvolvimento em 2021. De acordo com dados estatísticos, de Janeiro a Dezembro de 2021, o volume de negócios de importação e exportação da Zona ascendeu a 31,466 mil milhões de renminbis, representando um aumento anual de 53,3%. Entre elas, as exportações totais ascenderam a 13,98 mil milhões de renminbis, representando um aumento anual de 52,2%, e as importações totais ascenderam a 17,486 mil milhões de renminbis, representando um aumento anual de 54,1%.

      Na opinião do especialista, o crescimento significativo dos indicadores económicos da Zona atribui-se à “política de dividendos” concedida pelo Governo Central a Hengqin. No entanto, houve também alguns números que diminuíram ou abrandaram. Por exemplo, o valor acrescentado das indústrias acima de uma certa dimensão na Zona foi de 318 milhões de renminbis, representando uma queda de 11,2% em comparação com o ano anterior. Os investimentos industriais, de desenvolvimento imobiliário e de infraestruturas correspondem, respectivamente, a 1,9%, 66,8% e 9,3% do investimento total da zona de Hengqin, tendo sido a taxa de variação homóloga, respectivamente, de -13,3%, +146,6%, e -36,5%.

      Wang Sen apontou que o abrandamento do investimento é normal face à pandemia e ao ambiente internacional, uma vez que o capital tem naturalmente uma natureza de aversão ao risco. Quanto ao desenvolvimento imobiliário, cujo crescimento foi mais rápido, deve-se ao facto de Hengqin se encontrar actualmente numa fase de construção de infraestruturas.

      O especialista afirmou que a taxa de crescimento do desenvolvimento e investimento imobiliário na zona cooperativa excedeu 146%, mas assinalou que os bens imóveis de Hengqin são diferentes dos de outros locais, reiterando que a criação de um novo espaço para facilitar a vida e o emprego dos residentes de Macau é um dos posicionamentos estratégicos da zona de cooperação aprofundada de Hengqin, enaltecendo que os imóveis em Hengqin vão servir para a construção e não para especulação imobiliária.

      “Os indicadores anunciados pelas autoridades chinesas relativamente a Hengqin estão basicamente de acordo com a situação actual da zona, também correspondem ao desenvolvimento socioeconómico internacional e nacional”, afirmou Wang Sen. O académico disse acreditar que, no futuro, Hengqin, como um ponto importante do ciclo duplo internacional na China, irá desenvolver-se cada vez melhor e tornar-se cada vez mais “útil” para a China.

       

       

      PONTO FINAL