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      Hospital em Xian punido por proibir entrada de grávida, resultando na morte do bebé

      Funcionários de um hospital na cidade chinesa de Xian foram punidos, depois de ter sido negada entrada a uma mulher grávida, por não ter resultado negativo para a covid-19, resultando na morte do bebé.

       

      As autoridades locais anunciaram ontem que o director-geral do Hospital Gaoxin, Fan Yuhui, foi suspenso e os chefes dos departamentos ambulatorial e médico demitidos. Um comunicado do governo local disse que o incidente “causou preocupação generalizada na sociedade e causou grave impacto social”.

      A mulher esperou do lado de fora do hospital, sentada num banquinho de plástico, no dia 1 de Janeiro, até ter começado a sangrar. Num vídeo registado pelo seu marido, e que foi amplamente divulgado nas redes sociais chinesas, uma poça de sangue é visível a seus pés.

      Xian, cidade com 13 milhões de habitantes, está sob um bloqueio restrito há mais de duas semanas, gerando críticas dispersas sobre a escassez de alimentos e o comportamento violento das autoridades, que estão sob intensa pressão para reduzir o número de casos de covid-19.

      As autoridades disseram que uma investigação foi realizada após a ocorrência do incidente, mas não deram mais detalhes.

      O hospital foi obrigado a emitir um pedido público de desculpas, fornecer compensação, e prometeu “optimizar o processo de tratamento médico”. Não é claro quantos funcionários do hospital foram punidos no total. Xian puniu já vários funcionários locais, incluindo quadros do Partido Comunista, por negligência na gestão do surto.

      O governo local disse ontem que duas outras autoridades do Centro de Emergências de Xian e da Comissão Municipal de Saúde de Xian receberam advertências formais do Partido Comunista. Xian registou 63 casos de covid-19, nas últimas 24 horas, elevando o total para mais de 1.800, sem mortes relatadas.

      A cidade é o destino da única ligação aérea directa entre a China e Portugal. O voo, com uma frequência por semana e operado pela companhia aérea Beijing Capital Airlines, só será retomado no início de Fevereiro, disse à agência Lusa fonte da companhia aérea.

      As autoridades disseram que Xian conseguiu já interromper a transmissão para a comunidade, porque novos casos ocorreram entre pessoas já colocadas em quarentena. O surto ocorre nas vésperas de Pequim sediar os Jogos Olímpicos de Inverno.

      A China segue uma estratégia de “zero casos” com restrições de fronteira muito severas e bloqueios direcionados assim que surgem os casos, mas esta abordagem não evitou surtos locais. As autoridades também estão a implementar medidas cada vez mais rigorosas após um surto na província de Henan, onde 64 casos adicionais foram detetados nas últimas 24 horas.

      Em Yuzhou, uma das cidades da província, apenas veículos de emergência são permitidos nas estradas, as aulas foram suspensas e as empresas que atendem ao público foram fechadas para tudo, excepto necessidades essenciais.

      Várias outras cidades da província ordenaram testes em massa e fecharam locais públicos, apesar de apenas um pequeno número de casos ter sido detectado. Na província vizinha de Shanxi, a cidade de Yongji foi confinada, depois de vestígios do coronavírus terem sido detectados numa saída da estação ferroviária local.

       

      Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau