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      Início Grande China Hong Kong: Pequim elogia eleições que apenas aceitam candidatos "patriotas"

      Hong Kong: Pequim elogia eleições que apenas aceitam candidatos “patriotas”

       

      O Presidente chinês, Xi Jinping, elogiou as primeiras eleições legislativas de Hong Kong realizadas sob novas leis que garantem que apenas “patriotas” que mostraram lealdade a Pequim se podem candidatar.

       

      As eleições de 19 de Dezembro para o Conselho Legislativo de Hong Kong, com 90 lugares, foram ganhas por políticos apoiados pelo Partido Comunista da China e apenas 20 deputados foram eleitos directamente. A taxa de participação no escrutínio foi de 30,2%, a mais baixa desde que os britânicos entregaram Hong Kong à China, em 1997. Todos os candidatos foram previamente avaliados por uma comissão.

      Em Pequim, Xi disse à Chefe do Governo de Hong Kong, Carrie Lam, que, após as eleições, tem a certeza de que os habitantes de Hong Kong se unirão na “realização do grande rejuvenescimento da nação chinesa”.

      “A execução do novo sistema eleitoral segue o princípio de ‘um país, dois sistemas ‘”, disse Xi, referindo-se ao modelo de regime sob o qual Hong Kong deve manter as suas próprias instituições políticas, sociais e financeiras, durante 50 anos após o fim do domínio britânico.

      As eleições tinham sido adiadas por um ano – alegadamente devido a um aumento dos casos de Covid-19 – depois de a oposição ter vencido as eleições para conselheiros distritais. A oposição criticou as eleições e o maior partido pró-democracia, o Partido Democrata, não apresentou candidatos, pela primeira vez desde a transferência de poder, em 1997.

      O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, disse na segunda-feira que havia “várias razões” para o aumento da abstenção eleitoral.

      “Não é apenas o impacto da pandemia, mas também a interrupção e sabotagem de elementos anti-China em Hong Kong e de forças externas”, explicou Zhao. Alguns activistas pró-democracia exilados – incluindo Nathan Law, que vive em Londres – pediram um boicote às eleições, dizendo que o acto eleitoral era contrário às regras democráticas. De acordo com as novas leis eleitorais, a incitação ao boicote às eleições pode ser punida com penas de até três anos de cadeia e multa de 200.000 dólares de Hong Kong.

      Antes da sua partida para Pequim, Lam, que está proibida de entrar nos Estados Unidos, disse que esperava “cobrir uma ampla gama de questões nesta visita de trabalho, em particular, porque, através de dois actos decisivos das autoridades centrais, Hong Kong está agora de volta ao rumo certo de ‘um país, dois sistemas'”.

      Numa declaração conjunta divulgada pelo secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, os chefes das diplomacias da Austrália, Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia e Estados Unidos expressaram “grave preocupação” com a erosão dos elementos democráticos do sistema eleitoral de Hong Kong e com as crescentes restrições no território.

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau

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