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      Apesar de exigir testes com base na nacionalidade e profissão, Governo apela à não discriminação

      No sábado, as autoridades começaram a exigir testes de ácido nucleico a cidadãos vietnamitas, nepaleses, trabalhadores de obras de remodelação, lavandarias e seguranças. Ontem, os responsáveis pediram que estas pessoas não sejam discriminadas.

      No sábado passado, as autoridades de saúde definiram um grupo-alvo cujos elementos terão de realizar, ao longo de oito dias, quatro testes de ácido nucleico. Este grupo-alvo abrange os trabalhadores das áreas de execução de obras de remodelação e de prestação de serviços de lavandaria e segurança e trabalhadores não residentes de nacionalidade nepalesa e vietnamita. Na conferência de imprensa de ontem do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, os responsáveis garantiram que a medida não visa discriminar aquele grupo e apelaram a que os residentes não discriminem esses cidadãos.

      Tai Wa Hou, médico da direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário, disse que a exigência de testes a este grupo tem por base os últimos casos de Covid-19 registados no território. Recorde-se que entre o dia 24 de Setembro e o dia 9 de Outubro foram diagnosticados em Macau 14 casos. Cinco casos em cidadãos do Nepal, quatro em cidadãos da China continental, três em vietnamitas, um residente de Hong Kong e um residente de Macau.

      O responsável explicou que as pessoas incluídas no grupo-alvo não apresentam maior risco de contágio e continuam com o código de saúde de cor verde. “São apenas cidadãos normais, não diferentes de outras pessoas”, assegurou, reiterando: “Não devemos discriminar essas pessoas”. A TDM – Canal Macau adiantou que há lojas que estão a proibir a entrada de vietnamitas. “Se a loja fez mesmo isso eu não acho correcto, não tem esse direito de fazer isso”, comentou o responsável.

      As autoridades informaram que, a partir de hoje, vão ser adicionados mais dez postos de testes em casinos para que os elementos do grupo-alvo possam realizar mais facilmente os testes. Também o horário de funcionamento do posto de testes do Campo dos Operários foi alargado até à meia-noite. Tai Wa Hou adiantou que há cerca de 22 mil pessoas a fazer parte deste plano de testes de alta frequência.

      Na conferência de imprensa de ontem, as autoridades foram também questionadas sobre o fecho de alguns espaços de lazer, ordenado pelo Chefe do Executivo a 6 de Outubro e ainda sem data para o fim da norma. Leong Iek Hou, coordenadora do Núcleo de Prevenção e Vigilância da Doença, voltou a dizer que “Macau ainda enfrenta a pandemia” e “não podemos garantir que não há casos de infecção” e que, por isso, o funcionamento desses espaços continua suspenso. A decisão de fechar esses locais teve a ver com o facto de serem sítios onde os clientes não usam máscara, o que “pode aumentar o risco de transmissão”.

      Na conferência de ontem, as autoridades actualizaram os números da vacinação. Até à tarde de ontem, tinham sido administradas em Macau 713.174 doses de vacinas contra a Covid-19 a um total de 397.199 pessoas. Destas, 318.251 já têm as duas doses, enquanto 78.948 têm apenas uma dose.

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