O chanceler alemão, Friedrich Merz, realiza esta semana, e até 26 de fevereiro, uma visita de Estado à República Popular da China, anunciou o Governo.
Merz parte de Berlim na terça-feira e chega a Pequim na quarta-feira, sendo recebido pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang, estando previsto encontrar-se ainda com o Presidente, Xi Jinping, disse um porta-voz do Governo alemão.
A visita vai decorrer numa altura em que as autoridades de Pequim se esforçam por se apresentarem como um parceiro de confiança para os europeus, especialmente em contraste com os Estados Unidos.
Trata-se da primeira visita à República Popular da China desde que Friedrich Merz assumiu o cargo de chanceler, em maio de 2025, e acontece poucos dias depois do fim das celebrações do Ano Novo Lunar.
O porta-voz do Governo alemão acrescentou que as discussões vão concentrar-se nas relações bilaterais, bem como em questões de política económica e de segurança, salientando a vontade de Berlim em manter “relações justas” com Pequim em termos comerciais.
Na quinta-feira, o chanceler alemão visita a Cidade Proibida, em Pequim, antes de um encontro com a delegação do grupo automóvel alemão Mercedes-Benz, em que devem ser apresentados novos veículos.
Da agenda oficial consta uma visita a Hangzhou, uma cidade na costa leste da China, bem como duas deslocações de âmbito empresarial: uma à companhia Unity, um grupo de robótica, e à empresa alemã de energia Siemens Energy.
Os dois países têm fortes laços comerciais, atualmente tensos devido às acusações de concorrência desleal e protecionismo dirigidas a Pequim. Mesmo assim, Berlim e Pequim demonstraram vontade de ultrapassar as diferenças, particularmente no contexto da ordem mundial imposta pela atual Administração dos Estados Unidos.
Em meados de fevereiro, à margem da Conferência de Segurança de Munique, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, disse a Merz que encarava Berlim como uma “força motriz” na cooperação entre a UE e a China.
Economicamente, a relação entre Berlim e Pequim alterou-se drasticamente na última década, com a China a passar de melhor cliente das indústrias exportadoras alemãs a principal concorrente.
A economia alemã regista dificuldades e a concorrência chinesa está a causar preocupação a algumas empresas alemãs, particularmente na atividade automóvel.













