Taiwan reafirma intenção de dialogar com a China

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O líder de Taiwan reafirmou ontem a intenção de dialogar com a China, “porque a guerra não tem vencedores”, insistindo, no entanto, que continuará a fortalecer as capacidades defensivas da ilha para evitar um conflito armado.

Falando aos meios de comunicação social por ocasião do primeiro aniversário da tomada de posse, William Lai afirmou que “os agressores são os verdadeiros destruidores da paz”. “Muitos países do mundo, incluindo Taiwan, são ameaçados e coagidos pelos agressores. Taiwan é uma nação amante da paz, com uma sociedade que valoriza a cordialidade e a coexistência”, afirmou, sublinhando que, embora a procura da paz seja um “ideal”, não deve ser “ilusória”.

Por isso, acrescentou, Taiwan continuará a reforçar a sua capacidade de dissuasão militar, quer através de “aquisições militares externas”, quer através do desenvolvimento de uma indústria de defesa doméstica, colaborando simultaneamente com os aliados internacionais para “se preparar para a guerra a fim de a evitar”.

Relativamente ao diálogo com a China, suspenso desde 2016, Lai sublinhou que, desde que se mantenha uma situação de “igualdade e dignidade”, Taiwan está aberta a “estabelecer a comunicação e cooperação” com Pequim. “Taiwan está disposta a estabelecer a comunicação e cooperação com a China, substituindo o cerco pelo intercâmbio e o confronto pelo diálogo, para avançar para um futuro de paz e prosperidade partilhada”, afirmou.

As autoridades de Pequim consideram Taiwan uma “parte inalienável” do território chinês e não excluíram o recurso à força para conseguir a “reunificação” da ilha e do continente, um dos objectivos a longo prazo definidos pelo líder chinês Xi Jinping após chegar ao poder em 2012. Neste contexto, a China intensificou uma campanha de pressão diplomática e militar contra Taiwan nos últimos anos, organizando manobras militares cada vez mais frequentes nas proximidades da ilha e procurando convencer os aliados diplomáticos de Taiwan a abandonar Taipé.