Pelo menos 46 residentes terão sido vítimas de burla telefónica depois de receberem chamadas de indivíduos que se faziam passar por funcionários de atendimento ao cliente da Alipay ou da WeChat. Os queixosos terão sofrido um prejuízo total de mais de 2,61 milhões de patacas, com montantes de cada caso que variam entre 1.000 e 500.000 patacas. A Polícia Judiciária (PJ) apurou que o esquema fraudulento surgiu no território no início deste mês. Segundo noticiou o Jornal Ou Mun, entre as vítimas, 16 são jovens, 25 são residentes de meia-idade e cinco idosos. Durante a investigação policial do caso, mais de 330 residentes denunciaram a situação e forneceram pistas fraudulentas conexas à polícia.
As autoridades policiais realizaram ontem à tarde uma operação policial e desmantelaram a sede da rede em causa, situada perto das Portas do Cerco, tendo detido um casal trabalhador não-residente. Foram apreendidos no local oito equipamentos GoIP, que ajudavam disfarçar as chamadas do Continente como números de Macau para realizar fraudes. A polícia está ainda à procura de mais elementos da rede em fuga. De acordo com a PJ, os destinatários deste esquema recebiam chamadas telefónicas com suposta origem nas empresas Alipay ou Wechat, onde o burlão alega, em Mandarim, que o seguro de segurança dos fundos ou do saldo da vítima tinham vencido e que lhe seria cobrada uma grande quantia de dinheiro. Ao propor ajuda para o cancelamento do plano do seguro, a chamada é transferida para o alegado serviço de apoio ao cliente de outras instituições financeiras, que exige dados pessoais dos destinatários do esquema para verificar a identidade e de tratar dos procedimentos administrativos “destinados a defraudar o seu dinheiro”, sublinhou o comunicado da polícia. As autoridades indicam ainda que a burla é feita por várias formas, que incluem: pedir à vítima para fazer uma videochamada através do WhatsApp e activar a função “partilhar ecrã” e, em seguida, enganar a vítima para que inicie sessão na sua conta bancária, de forma a roubar os seus dados pessoais; pedir à vítima que efectue várias remessas para verificar o estado da conta.
Segundo a polícia, os burlões pedem ainda informações sobre o cartão de crédito da vítima, ou que inicie sessão num site de ‘phishing’ de uma instituição financeira falsa, bem como que compre moeda virtual para transferir dinheiro para uma carteira de moeda virtual que designaram. Em resposta à situação, a PJ já confirmou com a Alipay e a WeChat que os serviços do seguro relevante são fornecidos automática e gratuitamente aos utilizadores e que não há necessidade de solicitar renovação ou pagar quaisquer taxas adicionais para o efeito.











