Os Serviços de Saúde revelaram que vão estudar o aumento do número de vagas dos serviços de psicoterapia em Macau, através da cooperação com as instituições locais. Em resposta a uma interpelação de Ho Ion Sang, os Serviços de Saúde reiteram ainda a garantia de melhorar a capacidade dos serviços de diagnóstico e tratamento psicológico dos centros de saúde.
As autoridades comprometeram-se a aumentar o número de vagas dos serviços de psicoterapia para dar “apoios contínuos” em termos físicos e psicológicos a toda a população de Macau. Os Serviços de Saúde adiantaram o plano em resposta a uma interpelação escrita do deputado Ho Ion Sang, indicando que vão estudar o alargamento de serviços de apoio psicológico através do reforço da cooperação com as associações e instituições locais.
Os Serviços de Saúde acrescentaram que vão fortalecer a capacidade dos serviços de diagnóstico e tratamento psicológico dos centros de saúde. Realçaram que, actualmente em Macau, os serviços de psicoterapia estão disponíveis a todos os residentes em nove centros de saúde e duas instituições sem fins lucrativos subsidiadas, ou seja, na Associação Geral Das Mulheres de Macau e na União Geral das Associações dos Moradores de Macau.
Na resposta, o organismo referiu ainda que foi estabelecido o mecanismo de contacto urgente para acompanhar os casos encaminhados entre o Serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar Conde de São Januário, os centros de saúde e as instituições sem fins lucrativos. Já os médicos especialistas em Psiquiatria prestam também serviços durante 24 horas no Serviço de Urgência do hospital público.
O deputado Ho Ion Sang submeteu uma interpelação acerca do desenvolvimento das mulheres, questionando sobre o apoio à sua saúde psicológica. Neste âmbito, o Executivo explicou que os serviços de psicoterapia são visados a toda a população, incluindo as mulheres, mas também oferece apoio psicológico às grávidas e a quem foi mãe recentemente e que tenha necessidade, bem como serviços de aconselhamento emocional às mesmas através das associações de serviços comunitários.
Perante o pedido do deputado relativo à melhoria das políticas de apoio à maternidade, os Serviços de Saúde não deixaram o compromisso de aumentar a licença de maternidade e paternidade, mas reiteraram ter lançado o programa de subsídio no tratamento de procriação medicamente assistida.
“Cabe aos Serviços de Saúde fazer uma avaliação clínica preliminar dos requerentes e, caso satisfaçam as condições, serão submetidos ao Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital que iniciará o tratamento na segunda metade do ano, para ajudar a lidar com a dificuldade em engravidar”, frisou.
Na mesma réplica, o Instituto de Acção Social revelou ainda que o Conselho para os Assuntos das Mulheres e Crianças está a preparar-se para os trabalhos da próxima fase dos Objectivos do Desenvolvimento das Mulheres de Macau, “nos quais irá realçar a igualdade de género, a participação social e o apoio à família, impulsionando de forma contínua uma participação justa das mulheres de Macau em assuntos sociais de diferentes áreas, de modo a criar um ambiente mais favorável para o desenvolvimento das mulheres locais”, assumiu.
O Governo lançou pela primeira vez em 2019 os Objectivos do Desenvolvimento das Mulheres de Macau (2019-2025) e definiu 21 metas e 79 medidas para uma execução conjunta de trabalho por onze serviços públicos, com o intuito de promover a igualdade de género e o desenvolvimento integral das mulheres.
Segundo os dados oficiais do Relatório sobre a Condição da Mulher em Macau 2022, Macau ocupou o 51.º lugar no Índice Global de Diferença de Género a nível mundial, um lugar superior ao médio, e ocupou o 7.º lugar da classificação mundial do Índice de Desigualdade de Género, encontrando-se entre os primeiros lugares a nível mundial, “o que revela que a situação da igualdade de género na RAEM pertence ao nível de preferência”, assinalou o Governo.











