O número de irregularidades praticadas por taxistas verificou uma subida acentuada nos primeiros seis meses deste ano. As autoridades detectaram 430 casos até Junho, um aumento de 121% face ao mesmo período do ano passado. Mais de um terço das irregularidades foram recusa de transporte, o dobro do que se registou até Junho de 2023. Além disso, houve 7.666 acidentes de viação, e também 4.614 casos de peões que atravessaram as vias sem observar as regras de trânsito.
De acordo com os dados estatísticos do trânsito relativos ao primeiro semestre deste ano, divulgados pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), as irregularidades praticadas por taxistas registaram um aumento de 121,65% em termos anuais, passando de 194 para 430 casos. Recorde-se que, ao longo de 2023, houve um total de 588 casos de irregularidades cometidas por taxistas.
Entre os 430 casos, 149 casos foram da recusa de transporte, um aumento de 106,94% face ao primeiro semestre do ano passado, quando se registaram 72 casos. A cobrança abusiva dos táxis provocou 11 casos, sendo um aumento ligeiro em termos anuais de 22,22%. Já os restantes 270 casos foram “outras irregularidades”, com um crescimento anual de 138,94%, sendo que o CPSP não detalhou quais foram os motivos desses casos.
Verificou-se ainda um total de 55 casos de exercício de serviços de transporte sem a devida autorização, que foi o dobro do mesmo período do ano passado.
Nesse sentido, segundo os dados do CPSP, o primeiro semestre em Macau terminou com 367.641 infracções (+1,53%) relativas à Lei do Trânsito Rodoviário e ao Regulamento do Código da Estrada, que resultou num valor total de multas em 98,52 milhões de patacas, 19,98% mais em comparação às 82,12 milhões de patacas até Junho de 2023.
As autoridades policiais multaram um total de 4.614 casos em que os peões atravessaram as vias sem cumprirem as regras de trânsito, um valor quase quatro vezes superior ao nível registado no primeiro semestre do ano passado, de 926 casos, mas também quase que atingiu o número registado ao longo do ano passado de 4.705 casos.
O CPSP adiantou que outros tipos de infracções incluíram os estacionamentos ilegais, com 323.593 casos (-3,39%), o uso de telemóvel durante a condução (+61.37%), a falta de uso do cinto de segurança durante a condução (+92.42%), não dar prioridade (+21.29%) e não obedecer aos sinais de trânsito (+262.8%), entre outros.
Foram detectadas entre Janeiro e Junho 91 pessoas que conduziam em estado de embriaguez, das quais 54 pessoas tinham teor de álcool no sangue igual ou superior a 1,2g/l quando se submeteram ao exame de pesquisa de álcool durante as operações ‘Stop’ e em acidente de viação. Houve também um caso de condução sob influência de estupefacientes ou substâncias psicotrópicas.
Os dados da polícia revelaram, por outro lado, que os acidentes de viação se cifraram em 7.666 casos, o que corresponde a um acréscimo de 18,32% em relação ao período homólogo de 2023, dos quais 240 casos envolveram peões. Apesar do aumento da incidência de acidentes rodoviários, viu-se redução em acidentes fatais e feridos que precisaram de internamento hospitalar. Desse modo, verificaram-se dois casos de acidentes fatais, contra cinco casos do período idêntico do ano passado. Mais de 2.700 pessoas ficaram feridas em acidentes de viação, das quais 50 foram internadas no hospital.











