Ex-senador belga da extrema-direita investigado por laços com espionagem chinesa

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A procuradoria federal belga abriu um processo contra o ex-senador da extrema-direita flamenga Frank Creyelman, do partido Vlaams Belang, pelos seus alegados contactos com a espionagem chinesa para influenciar a política do seu país e a europeia. A abertura da investigação, noticiada pelos meios belgas sem mais detalhes, foi confirmada ontem pelo ministro da Justiça, Paul van Tigchelt, durante uma comparência na Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes. “Isto é apenas o início de uma investigação alargada que vai apurar o papel e as responsabilidades de cada pessoa”, disse ontem Van Tigchelt.

Em Dezembro, os meios Le Monde, Financial Times e Der Spiegel publicaram que Creyelman foi subornado pelo menos durante três anos por um espião chinês, para exercer a sua influência em benefícios de Pequim na política belga e na europeia. Depois destas revelações, Creyelman foi expulso do partido, enquanto o seu irmão Steven, deputado federal da mesma formação, demitiu-se da presidência da comissão parlamentar de Compras Militares.

Em 6 de Dezembro, a Segurança de Estado transmitiu ao primeiro-ministro, Alexander De Croo, as informações “fiáveis” sobre “factos graves que poderiam colocar em perigo a segurança” da Bélgica.

Em meados de Dezembro, De Croo afirmou que levava este assunto muito a sério. “Isto demonstra que a extrema-direita pode representar um perigo para a nossa sociedade”, afirmou.

De Croo viajou ontem para a China, onde se vai reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente do Congresso Nacional do Povo, Zhao Leji.