A ex-primeira-ministra britânica e actual deputada conservadora Liz Truss chegou ontem a Taiwan para uma visita que se prolonga até sábado e inclui encontros com representantes políticos, empresariais e académicos, avançou a agência taiwanesa CNA.
Truss foi recebida no aeroporto de Taoyuan pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, Joseph Wu, que escreveu na rede social Twitter que o “apoio contínuo” de Truss à “democracia taiwanesa e à estabilidade no Estreito de Taiwan” é “positivamente valorizado” pelas autoridades e população do território. A ex-primeira-ministra agradeceu a “calorosa recepção” na mesma rede social e garantiu que é “ótimo” estar em Taiwan.
Durante a sua estada, Truss vai dar uma palestra intitulada “Taiwan: na linha da frente da liberdade e da democracia” e reunir-se com altos funcionários do governo e figuras dos círculos empresariais e académicos, informou o ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, em comunicado. Até à data, não há informações oficiais sobre um possível encontro com a líder da ilha, Tsai Ing-wen.
Na semana passada, Londres distanciou-se da viagem de Truss a Taiwan, com quem o Reino Unido não tem relações diplomáticas: “Como deputada e cidadã privada, Liz Truss é livre para viajar para onde quiser”, disse uma porta-voz do Executivo britânico.
Numa mensagem difundida na sua conta no Twitter, a ex-líder do Partido Conservador mostrou-se “agradecida” pelo convite realizado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan e considerou que “devemos todos fazer o que estiver ao nosso alcance para apoiar o Governo democraticamente eleito de Taiwan e os taiwaneses”.
A imprensa chinesa criticou a viagem de Truss. Analistas citados pelo jornal Global Times garantiram que a visita “não vai trazer nenhum benefício substancial à ilha”. Com base em informação difundida pela imprensa britânica, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês disse que Truss vai receber dezenas de milhares de libras pela sua palestra.
A China disse na segunda-feira estar preparada para “esmagar resolutamente qualquer forma de independência de Taiwan”, enquanto os Estados Unidos se preparam para acelerar a venda de armamento à ilha.
O recente aumento de trocas entre os Estados Unidos e Taiwan é um “movimento extremamente errado e perigoso”, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa da China, Tan Kefei, num comunicado divulgado ontem.
O Exército de Libertação Popular “continua a fortalecer o treino militar e os preparativos e esmagará resolutamente qualquer forma de secessão independente de Taiwan, juntamente com tentativas de interferência externa, e defenderá resolutamente a soberania nacional e a integridade territorial”, destacou o porta-voz, numa referência aos Estados Unidos, principal aliado de Taiwan.
Segundo a agência oficial CNA, o ministro da Defesa de Taiwan, Chiu Kuo-cheng, disse, numa sessão legislativa na semana passada, que o governo do presidente Joe Biden planeia conceder a Taiwan um pacote de ajuda militar no valor de 500 milhões de dólares, através de um programa de emergência semelhante ao que usou para ajudar a Ucrânia. Lusa













