A Direcção dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional (DSEPDR) apresentou ontem o documento da consulta pública sobre o Segundo Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da RAEM (2021-2025). A consulta pública começa amanhã e o Governo quer ter o documento finalizado até ao final do ano.
Segundo o documento de consulta, a aceleração da diversificação da economia de Macau está na base do projecto. O Plano Quinquenal sugere o desenvolvimento e o fabrico de produtos de medicina tradicional chinesa para fomentar o desenvolvimento da indústria da saúde; a aceleração do desenvolvimento das finanças modernas; o impulsionamento da inovação tecnológica e o desenvolvimento da indústria de tecnologias avançadas; o impulsionamento da indústria cultural e desportiva; e a consolidação do turismo e lazer. Para acelerar a diversificação da economia, o plano propõe a elevação da competitividade das pequenas e médias empresas e a melhoria do ambiente comercial.
Aos jornalistas, Cheong Chok Man, director da DSEPDR, explicou que o objectivo desta diversificação económica é consolidar a indústria do jogo como uma base para desenvolver outras indústrias. “Queremos que haja um sector de jogo saudável que se desenvolva de forma estável”, afirmou o responsável.
O Segundo Plano Quinquenal da RAEM também fala na concretização da política “habitação de diferentes níveis”, através do plano de oferta de habitação pública, da construção da habitação para a classe sanduíche, da residência para idosos e do desenvolvimento do mercado imobiliário.
O projecto quer também elevar os níveis dos cuidados médicos e de saúde de Macau e assegurar os direitos e interesses dos residentes no que diz respeito ao emprego. Por outro lado, com o Plano Quinquenal, vai haver uma tentativa de aperfeiçoamento do sistema do regime de segurança social, de desenvolvimento da cultura, educação, juventude e talentos, e da construção e urbana. Este Segundo Plano Quinquenal também prevê um aperfeiçoamento do sistema de defesa nacional através do aperfeiçoamento do regime jurídico e com a consolidação da sensibilização sobre a defesa da segurança.
Outro tema em foco é a “integração na conjuntura geral do desenvolvimento nacional”. A DSEPDR explicou que este capítulo tem a ver com a aceleração da construção da zona de cooperação aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. Segundo o projecto, serão abertos novos espaços para o desenvolvimento de Macau, o que proporcionará o desenvolvimento de novas indústrias e a inovação de mecanismos institucionais e das políticas. O projecto prevê também que, nos próximos cinco anos, haja uma participação de Macau na construção da Grande Baía e no projecto ‘Uma Faixa, Uma Rota’.
