A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, disse que as autoridades estão a estudar a possibilidade de exigir uma dose da vacina contra a Covid-19 ou um teste negativo à Covid-19 como requisito para a entrada em diversos estabelecimentos, como restaurantes. Ao PONTO FINAL, o presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau Centro e Sul Distritos, Lei Cheok Kuan, e o presidente da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, Chan Chak Mo, concordaram com a necessidade de medida, mas alertaram que o Executivo deve dar uma orientação clara e abrangente para evitar conflitos entre os clientes e os proprietários de estabelecimento de restauração que prejudicam a harmonia da cidade.
Elsie Ao Ioeng, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, revelou numa conferência de imprensa que o Executivo está prestes a estudar a viabilidade de exigir que as pessoas apresentem comprovativo de vacinação ou resultado negativo de teste de ácido nucleico com a validade de sete dias para entrarem e permanecerem em recintos fechados, como os estabelecimentos de restauração.
Ao PONTO FINAL, o presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau Centro e Sul Distritos, Lei Cheok Kuan, e o presidente da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, Chan Chak Mo, admitiram que a medida imposta afectaria o negócio e reduziria o volume global de consumo de sector e também poderia colocar mais carga de trabalho na verificação de certificado aquando da entrada. No entanto, frisaram que é melhor do que encerrar os espaços mal seja detectado um caso confirmado de Covid-19 pois “a paralisação da actividade é muito pior”.
Lei Cheok Kuan, também vogal do conselho para assuntos económicos comunitários da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), reconheceu o impacto que a pandemia trouxe ao mercado global, acreditando que estas medidas de prevenção e controlo de pandemia são “indispensáveis” visto que vivemos numa “situação de impasse”. Lembrou que a taxa de vacinação do território apenas alcança pouco mais de 70% já há meses, sem grande avanço. “Todas as pessoas estão à espera de algo acontecer, mas ninguém dá um passo inicial”, referiu o vogal.
A relação entre a responsabilidade da população e a do Governo é como a questão clássica “quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha”, descreveu Lei Cheok Kuan, realçando que a população deve ter consciência sobre a importância da vacina, enquanto as entidades de saúde devem fornecer acompanhamento e ajuda à população.
Chan Chak Mo, também membro da Assembleia Legislativa, considera que este tipo de medida é uma tendência global. O deputado eleito por via indirecta destacou que, “diferente dos outros sítios, os clientes dos estabelecimentos de restauração e bebidas inevitavelmente têm de tirar as máscaras durante as refeições”.
Mesmo que mostre apoio à medida, o parlamentar espera que o Governo não tome uma decisão precipitada, reiterando que o Executivo deve proporcionar uma orientação esclarecedora, a fim de evitar a controvérsia e assegurar uma execução suave. Além disso, o Governo deve ponderar a medida transitória, para que a população tenha tempo suficiente para ser vacinada e os proprietários de loja possam corresponder à política.
Lei Cheok Kuan também salientou a importância de uma directriz clara, pedindo ao Governo que explique o âmbito de aplicação e como os proprietários conseguem verificar a autenticidade do certificado, sobretudo aqueles que não recebam vacinas no território, como em casos de trabalhadores não residentes, assinalando que as autoridades devem facilitar o tratamento da parte das empresas comerciais e afastar os conflitos entre o consumidor e o comerciante.
No que toca àqueles que não sejam aptos para a inoculação de vacina, Chan Chak Mo sugere que o Governo deve procurar uma solução adequada alternativa. “Talvez os serviços de saúde pública possam estabelecer um mecanismo para examinar e classificar os indivíduos que são não aptos a receber a vacina, permitindo-lhe isentar a obrigatoriedade da administração da vacina contra a Covid-19 exigida pelas autoridades”, referiu Lei Cheok Kuan.
PONTO FINAL











